Escritório da presidência do Grupo JS.
Eduardo lembrou-se de que Yara havia mencionado anteriormente sua intenção de enviar um projeto para o concurso de design de joias do Grupo JS, mas, nos últimos dias, ela não falara mais nada sobre o assunto.
"Sr. Pablo, em que fase está o concurso de design de joias?"
"Diretor Henriques, semana que vem será a última etapa; o Sr. Guerra virá para escolher os dez melhores designers," respondeu Pablo.
"Garanta que a Yara esteja entre os dez finalistas."
Pablo respondeu, visivelmente constrangido: "Hum... A Srta. Franco não enviou inscrição para o concurso."
Eduardo ficou confuso por um instante.
Ela não tinha passado noites em claro desenhando para participar do concurso e entrar na Joias JS? Como assim nem chegou a enviar o projeto?
O que essa mulherzinha estava pretendendo agora?
"Diretor Henriques, encontrei um cartão de visitas do Sr. Guerra no carro, foi deixado pela Srta. Franco na Noite das Joias," explicou Pablo, entregando-lhe o cartão de Fidel.
Será que Fidel pretendia levá-la diretamente para sua própria empresa?
Eduardo rasgou o cartão e jogou-o no lixo.
O que esse velho Fidel queria? Roubar alguém do seu time?
De jeito nenhum!
Yara estava de olho em dois lados ao mesmo tempo, mas ela só podia ficar ao seu lado. Mesmo trabalhando, só poderia ser sob sua vigilância.
Uma ideia maliciosa passou pela cabeça de Eduardo. "Sr. Pablo, prepare um contrato de trabalho para a Yara."
Yara precisava voltar em casa para pegar o cartão de Fidel, mas só teria essa chance quando Eduardo saísse para o escritório.
Para garantir, subiu sorrateiramente até o terceiro andar e pegou uma corda de tecido usada para praticar ioga suspensa. Eduardo havia equipado a casa com tudo para que ela se exercitasse, e agora o equipamento seria útil.
Prendeu a corda firmemente e a lançou pela janela.
Respirando fundo, Yara subiu no parapeito, agarrou-se à corda e usou o cano de metal da parede externa para descer devagar.
Tinha que agradecer a Eduardo por tê-la forçado a praticar ioga suspensa nos últimos dois dias. Assim, ela sabia como segurar firme e seus braços estavam mais fortes.
Chegando ao chão, escondeu-se atrás da casa e escalou uma grade de ferro de mais de um metro de altura.
Com medo de ser vista pelo segurança do portão da frente, quando estava a um metro do chão, saltou rapidamente.
No salto, perdeu o equilíbrio e torceu o tornozelo. Tentando suportar a dor, saiu mancando apressada da área da mansão.
Ao chegar na rua e tentar parar um carro, percebeu que tinha arranhões nas costas da mão...

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