Elvis vinha de uma família abastada. Sempre que a levava para jantar, escolhia restaurantes de alto padrão. Yara sentia-se pressionada quando saía para comer com ele e, às vezes, até recusava o convite.
Yara respondeu: "Não, obrigada. Amanhã a instituição onde faço trabalho temporário me colocou para dar aula de pintura. Preciso voltar logo para preparar o material."
"Então podemos ir amanhã à noite." Elvis sempre procurava criar uma nova oportunidade para si.
"Elvis, semana passada já comemoramos seu aniversário, já faz duas semanas que não volto para casa. Amanhã, depois da aula, preciso ir. Você sabe que meu pai exige que eu esteja lá todo final de semana." Yara entendeu a intenção dele, mas naquele momento não podia aceitar.
"Tudo bem, Yara, não tem problema, não precisa ter pressa!" Elvis demonstrou um leve desapontamento no tom, mas manteve seu sorriso gentil.
Desculpe, Elvis...
Yara abaixou a cabeça, sentindo-se culpada, desviando o olhar dele.
O telefone de Elvis tocou. Ele se levantou da mesa para atender.
Yara, ainda cabisbaixa, mastigava devagar a comida.
Quando Elvis terminou a ligação, explicou para ela: "Yara, preciso ir. Meu tio-avô vai chegar logo para tratar de negócios. Não vou poder te acompanhar. Quando terminar, pegue um táxi para casa, tudo bem?"
"Uhum..." Ela acenou obediente com a cabeça.
Pouco depois.
"Sr. Henriques, sua sala privativa já está pronta, por aqui, por favor!" O garçom recebia um cliente na entrada.
Ele entrou no restaurante e logo avistou a silhueta familiar de Yara.
"Srta. Franco!" Ele se aproximou da mesa de Yara.
Ela ergueu o olhar para encarar aquele homem de traços frios e elegantes, o corpo tenso.
"Sr... senhor!"
"Srta. Franco, o trabalho está indo bem?"
O garçom se aproximou, curvando-se educadamente: "Pois não, Sr. Henriques."
"Tire esses pratos, traga os que pedi para cá."
"Sim, Sr. Henriques, imediatamente!"
"Srta. Franco, me faça companhia até o fim do jantar." Eduardo ergueu uma sobrancelha e curvou levemente os lábios.
"Sr. Henriques, nós nem somos próximos, e eu não tenho obrigação de jantar com o senhor..." Yara tentava evitar aquele homem assustador à sua frente, adiando o inevitável.
"Dormir comigo pode, mas jantar não quer?" O homem riu friamente, o olhar cheio de malícia.
O coração de Yara disparou, as palmas das mãos suavam. Ele era um verdadeiro demônio.
Ele fez uma pausa e continuou: "Srta. Franco, eu posso garantir que você continue naquela empresa, ou fazer com que receba sua carta de demissão em cinco minutos."
Eduardo manteve-se impassível, sem interromper o movimento dos talheres, as palavras leves, mas carregadas de ameaça.

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