Assim que entrou no quarto e viu Yara vestindo a camisa dele, larga e sem nada por baixo, deixando à mostra a clavícula e até mais abaixo, meio recostada na beirada da cama olhando o celular, com uma perna longa e lisa exposta, os olhos de Eduardo se tornaram mais profundos.
Pelo visto, o exercício de antes não tinha adiantado nada. Ele se aproximou da cama, com um sorriso malicioso e provocador:
"Yara, tão tarde e ainda acordada?"
Mesmo sabendo que ele também tinha tomado aquela sopa reforçada, mesmo sabendo que já fazia dias que ele se segurava, mesmo ciente de que seu próprio corpo ainda não estava bem, ela ainda se vestia daquela maneira. Como ele conseguiria se controlar diante disso?!
Só de pensar, ele sentiu uma dor de cabeça.
Yara ergueu os olhos para encará-lo por um instante, engoliu em seco e logo desviou o olhar:
"Estou jogando, não me atrapalhe."
Por dentro, ela também estava apavorada. Ele já não tinha muito autocontrole normalmente e, naquela noite, depois de tomar a sopa, ela não ousava nem encará-lo!
Mas, assim que viu Eduardo, o coração que já estava calmo voltou a palpitar com força.
Os olhos dele se estreitaram, como se estivesse refletindo, e no segundo seguinte, ele pegou o celular das mãos de Yara.
"Dorme."
Eduardo se inclinou um pouco e lhe mostrou um sorriso encantador e perigoso. Naquele momento, Yara sentiu o coração disparar, desejando até que ele se aproximasse mais, esperando por um beijo.
Yara voltou à realidade rapidamente e o empurrou:
"Fica longe de mim!"
Enterrou a cabeça no meio das cobertas, sem querer mais olhar para aquele rosto sedutor.
O corpo inteiro dela reagia àquele sorriso inexplicável… Sentia o corpo inteiro tomar-se de calor e desejo!
"Ah!" De repente, Eduardo a puxou com força, envolvendo-a em seus braços. Ela ficou tão assustada que o rubor subiu até as orelhas. O coração disparou—com certeza era efeito daquela sopa.
Que hora inoportuna para tomar aquela sopa! A noite era longa, como Yara aguentaria?
Com o pouco de consciência que restava, Yara tentava se afastar daquele corpo que parecia um forno.
A voz rouca de Eduardo soou:
Yara murmurou, meio sonolenta:
"Não consigo dormir… Está muito quente!"
"Quem mandou você tomar toda a sopa que sobrou?" Eduardo também estava à beira do desespero. Os dois sentiam o corpo em chamas, mas ele, para não prejudicá-la de novo, só podia se controlar à força.
Com os olhos turvos, Yara olhou para Eduardo, ergueu o rosto e encostou os lábios quentes nos dele, abraçando sua cintura forte.
Eduardo, sentindo o abraço apertado, só conseguiu afastar as mãos dela da sua cintura e empurrar os ombros dela:
"Yara, segura um pouco!"
Se ela continuasse tão ousada, Eduardo realmente não conseguiria mais se controlar!
"Não dá, está muito quente!" Yara respondeu, manhosa.
"Está querendo se arriscar, é isso?" Ele próprio já estava sofrendo, e ainda tinha que pedir para ela se controlar.

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