Finalmente pôde sair do restaurante. Aquela refeição foi consumida com o coração apertado, e toda aquela mesa cheia de frutos do mar parecia insossa!
Assim que abriu a porta do salão reservado, acabou esbarrando em Íris, Irineu e alguns amigos deles, que estavam indo em direção ao saguão.
"Mano, você ainda está com ela?" Íris cruzou os braços e bateu o pé, irritada. Depois de tudo o que disse em casa naquele dia, esse irmão apaixonado não tinha ouvido uma só palavra.
Irineu não estava mais com aquele sorriso brincalhão de antes; ficou ereto, e até sua fala ganhou um tom mais educado. "Yara, você veio apoiar meu irmão também!"
Irineu só demonstrava esse respeito a Yara por causa de Eduardo.
Yara sorriu sem graça e assentiu em resposta. Era exatamente isso que ela queria evitar!
Íris soltou um riso frio, murmurando em tom sarcástico: "Uma filha adotiva... não sei de onde vem tanta confiança."
Os amigos endinheirados de Íris arregalaram os olhos, ansiosos para ouvir algum escândalo.
"Mano, vou ao banheiro!" Embora o restaurante estivesse em pré-inauguração e não houvesse tanta gente, Yara não queria discutir com Íris em público, então virou-se friamente e saiu do saguão, fugindo do olhar deles.
Tinha medo de, se ficasse mais um pouco, não conseguir conter a vontade de reagir contra Íris.
Norberto repreendeu em voz baixa e irritada: "Íris, afinal, ela viveu com você por vinte anos como irmã. Por que você sempre tem esse preconceito contra ela?"
Íris fez um bico e resmungou: "Mano, eu sou sua irmã de sangue, e você a defende? Ela só te vê como um plano B!"

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