Eduardo os seguiu desde a entrada do prédio da empresa até ali.
Preocupado que ela pudesse estar chateada ou ter passado por alguma situação desagradável, ele foi especialmente buscá-la para jantar. Mas, para sua surpresa, ela acabou indo embora com outra pessoa!
Queria ver afinal para onde aqueles dois irmãos estavam indo. O que pretendiam fazer?
Após mais de meia hora parado à beira da rua, não aguentou mais e desceu do carro para chamar Yara.
Eduardo bateu no vidro do carro e gritou: "Abre a porta, Yara, o que vocês estão fazendo aí?" E ainda estavam de mãos dadas?
"Abre a porta. Saiam do carro."
Assim que a porta se abriu, Eduardo agarrou a mão de Yara e a puxou para fora com força, rugindo de raiva: "Você acha que o que eu falo não vale nada? Já não te avisei para não se encontrar com ele... e ainda assim você insiste?"
Yara, sentindo-se culpada, ficou parada ao lado, sem coragem de encarar o olhar sombrio dele.
No instante seguinte, Norberto desceu do carro, segurou a mão de Yara, endireitou as costas e fitou Eduardo com firmeza. "Por que está gritando com ela? Preciso da sua permissão para ver minha irmã?"
Yara, preocupada que Eduardo pudesse machucar Norberto, apressou-se em afastá-lo. "Mano, é melhor você ir embora!"
Norberto soltou um riso frio. "Yara, é esse o homem que você gosta? Ele te trata assim? É assim que ele te faz bem?"
"Vamos, volta pra casa comigo!" Norberto tentou puxar a mão dela.
O rosto de Eduardo ficou tomado pela fúria; ele desferiu um soco no rosto de Norberto, que, pego totalmente de surpresa, acabou encostado no carro.
Eduardo lançou um olhar cortante para Norberto e avisou, gelado e impiedoso: "Fique longe da minha esposa!"
Não importava se era irmão de Yara, ele já não gostava dele há tempos, sempre achou que Norberto tinha intenções suspeitas em relação a ela.
Yara olhou pelo retrovisor, vendo Norberto se afastar cada vez mais, segurando as lágrimas e permanecendo em silêncio.
Eduardo curvou os lábios, deixando escapar uma pontinha de ironia: "O que foi, está sentida por ele?"
Como não estaria?
Afinal, era o irmão que sempre cuidou tão bem dela, fosse de sangue ou não, levar um soco sem motivo de outro homem doía nela também.
Yara respondeu irritada: "Explicar o quê? Só fui encontrar meu irmão, por que preciso te dar satisfação?"
Na verdade, estava apavorada por dentro, mas não podia deixar que ele descobrisse que Norberto não era seu irmão de verdade. Agora, sem saber da relação deles, Eduardo já tinha partido para a violência; e se soubesse, será que Norberto sobreviveria?
Ele soltou um suspiro e, com a voz um pouco mais suave, disse: "Yara, vou repetir: esse seu irmão é estranho, ele tem outras intenções com você..." Eduardo estava frustrado, sem saber como dizer para que ela finalmente o escutasse.

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