Norberto havia voltado para casa naquela manhã e percebeu que o comportamento e as palavras de sua mãe, Vanessa, estavam estranhos. Só depois de insistir é que descobriu a besteira que Íris pretendia fazer. Se ele não tivesse voltado para cuidar da mãe, as consequências para Yara teriam sido inimagináveis!
Yara apoiou a palma da mão na parede e saiu do quarto devagar, perguntando friamente a Íris: "O que você fez comigo?"
Íris zombou: "Ora, acordou! Que pena, não consegui fazer você experimentar o gosto de um homem velho!"
Yara nunca imaginou que aquela irmã com quem crescera seria capaz de algo assim!
Ela franziu a testa, caminhou cambaleando até Íris, e, com raiva e dor, disse entre dentes: "Íris, você passou dos limites! Por que está fazendo isso comigo?" Tentou dar-lhe um tapa, mas Íris segurou seu pulso no ar e a empurrou com força ao chão!
O olhar de Íris era cruel e furioso: "Eu te odeio! Sempre te odiei, desde criança…"
Norberto correu para ajudar Yara, gritando furioso: "Íris, suma daqui agora! Se você ousar repetir isso, eu juro que não vou te perdoar!"
Yara olhou para Norberto. O brilho de seus olhos estava apagado, o rosto, exausto.
Sobre a mesa e espalhadas pelo chão, havia garrafas de vinho tinto e de destilados…
Depois que Yara contou a ele que estava casada, Norberto não conseguiu aceitar. Passou os últimos dias ali, bebendo sozinho…
Íris bufou e bateu o pé: "Norberto, olha pra você! Ainda quer defendê-la? Ela nunca te amou!"
O plano de Íris falhou, e ainda foi descoberta por Norberto. Furiosa, ela saiu batendo a porta!
Norberto levou Yara até o sofá, perguntando com preocupação: "Yara, como você está?" Em seguida, trouxe-lhe um copo de água morna.
Depois de beber, Yara massageou as têmporas, tentando se livrar da tontura: "Norberto, quanto tempo eu dormi?"
Norberto a olhou, os olhos cheios de preocupação: "Mais de cinco horas! Se ainda estiver tonta, pode dormir um pouco mais no meu quarto."
Yara fechou os olhos e continuou se massageando.
Norberto ainda estava assustado, aliviado por nada mais grave ter acontecido: "Ainda bem que ela só colocou calmante…"
"Norberto, onde está minha bolsa? Preciso ir para casa!" Depois de um tempo, sentindo-se um pouco melhor, ela sabia que precisava voltar. Já era tarde, e Eduardo ficaria chateado se ela não voltasse.
Norberto olhou para ela, preocupado: "Yara, você não está bem. Fique aqui essa noite."
"Não precisa, já estou bem melhor!"
Apoiando-se no sofá, Yara se ergueu lentamente para pegar a bolsa e olhar o celular, mas Norberto a puxou de volta com um pouco de força.
Yara virou o rosto e cruzou o olhar com Norberto. Percebeu algo estranho em seus olhos e tentou se afastar, querendo sair do sofá: "Norberto, não posso, preciso ir embora…"
Ainda sentindo o corpo fraco, quando tentou se levantar de novo, Norberto a abraçou pela cintura, segurando suas costas, prendendo-a firmemente.
Ele sussurrou ao ouvido dela, com a voz rouca e baixa: "Yara, não vai embora, por favor… Eu não quero que você vá…"

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