Diana havia recebido as fotos de Eduardo e Yara se divertindo em um passeio de barco. As imagens dos dois juntos, sorrindo felizes, faziam Diana odiar ainda mais Yara ao ver o próprio filho completamente fascinado por ela.
Por causa do trabalho, Diana usava naquele dia um vestido de tecido nobre, com caimento impecável, próprio para executivas; os cabelos estavam presos num coque, calçava um par de saltos finos pretos, e a maquiagem impecável conferia-lhe a aparência de uma empresária poderosa e autoritária.
Comparada à última vez em que Yara a vira de vestido, agora a presença de Diana era ainda mais imponente, deixando Yara nervosa e insegura.
Yara endireitou a postura, repetindo para si mesma que não deveria ter medo. Sabia que Diana só poderia tê-la chamado para exigir seu afastamento, mas ainda assim perguntou educadamente: "Sra. Guerra, em que posso ajudá-la?"
Diana olhava pela janela, contemplando a bela vista da Cidade N a seus pés. Sem olhar para Yara, disse: "Srta. Franco, a vista do trigésimo oitavo andar não é mesmo maravilhosa?"
Yara não entendeu o que Diana queria insinuar, por isso ficou em silêncio, sem responder.
Diana continuou: "Quero apenas lembrá-la de que não é porque Eduardo assumiu vocês na empresa que você virou a Sra. Henriques. Diante da imprensa, ele continua com medo de assumir, afinal, uma pessoa como você não está à altura!"
Diante do silêncio de Yara, Diana cruzou os braços e lançou-lhe um olhar de desprezo. "Srta. Franco, o topo do prédio tem uma vista linda, mas tome cuidado para não despencar daqui e acabar em pedaços."
Diana insinuava que Yara estava subindo alto demais e que, um dia, cairia no fundo do poço.
Ela não ousava difamar Yara na frente de Eduardo, então só podia atacá-la diretamente, tentando forçá-la a sair.
Yara respondeu sem se exaltar, mantendo a dignidade: "Agradeço a preocupação, Sra. Guerra. Não se preocupe, cuidarei para não correr riscos."
Os tapas de Diana vinham sempre de surpresa, e Yara nunca conseguia evitá-los!
Se fosse outra pessoa, Yara certamente revidaria, mas por se tratar da mãe de Eduardo, ela se acovardava.
Diana ajeitou a manga do vestido, o olhar carregado de desafio e desprezo. "Que vergonha, não tem um pingo de dignidade!"
Essa garota ainda tinha a audácia de dizer que era Eduardo quem corria atrás dela...
Mais cedo ou mais tarde, Eduardo abandonaria Yara. Mesmo que não se casasse com Liana, jamais permitiria que aquela mulher ocupasse o lugar que não lhe pertencia…

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