Para manter sua postura diante da Família Guerra, Diana ainda queria tentar garantir para Liana Guerra o contrato de representação. "Então, ainda faltam seis meses para o contrato da Liana terminar. Não poderia deixar que ele acabasse naturalmente?"
Diana falou em voz baixa, quase suplicando: "Além disso, você sabe que rescindir o contrato de repente prejudicaria muito a reputação dela!"
Eduardo nunca teve medo de ameaças, ainda menos da reputação de terceiros.
Ele soltou um riso frio. "O que a reputação dela tem a ver comigo?"
Liana não havia cometido nenhum erro, mas ter uma mulher ao redor dele e de Yara causando intrigas já o deixava irritado.
"Eduardo, por favor, me ajude dessa vez." Foi a primeira vez que Diana suplicou a Eduardo desse jeito.
Eduardo ficou um pouco comovido. Já tinha dado uma lição a eles, então concordou em deixar o contrato de Liana terminar naturalmente ao fim do prazo.
Yara estava sentada no jardim, pintando, quando, de repente, ouviu uma voz grave e magnética ao seu lado.
"Sobrinha, quanto tempo!"
A voz era suave e distante, mas cheia de magnetismo!
Yara olhou para trás, surpresa, e viu uma silhueta alta e esguia.
Elegante e distante, Frederico Henriques usava roupas casuais, uma das mãos no bolso, avançando com passos largos em sua direção.
Diziam que o tio tinha quase cinquenta anos, mas estava muito bem conservado, aparentava no máximo quarenta. Os homens da Família Henriques tinham traços semelhantes, e esse tio era ainda mais parecido com Eduardo: frio, altivo...
No entanto, ela já não tinha medo dele, afinal, nem de Eduardo ela temia mais, e esse tio parecia até um pouco mais amável do que Eduardo.
Ela se levantou educadamente e o cumprimentou: "Tio!"
Frederico lançou um olhar para o cavalete dela e comentou, sem emoção: "Está pintando bem."
"Da última vez não tive oportunidade de conversar mais com você", continuou, virando levemente a cabeça. "Achei que nunca mais teria chance de vê-la!"


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