"Eu quero dizer que conheço melhor do que você a relação deles; o que você vê pode não ser a verdade." Frederico nunca acreditara que Viviana pudesse ter matado o irmão dele, afinal, os dois sempre se amaram profundamente.
Eduardo franziu a testa e, baixando a voz em tom de raiva, perguntou: "Então, foi você quem escondeu aquela mulher?"
Eduardo tinha visto as imagens da câmera de segurança antes do acidente: era aquela mulher quem tentava tomar o volante, fazendo o carro colidir com um caminhão. O resultado: seu pai morreu na hora, aquela mulher ficou inconsciente e, no dia seguinte, fugiu do hospital.
Além disso, a mãe dele já havia dito que foi essa mulher quem se intrometeu e causou o divórcio deles...
Frederico respirou fundo. "Eu também estou procurando por ela, acredita?"
Eduardo olhou para ele com desprezo, os olhos semicerrados. "Você acha mesmo que eu vou acreditar?"
Frederico hesitou um instante, então, gaguejando, contou tudo o que sabia: "Eduardo, eu acredito que ela não machucaria seu pai, porque... na época, ela nem quis ficar com a própria filha, só queria estar com ele..."
Ela nem quis a própria filha?
Um sorriso frio e cruel se desenhou nos lábios de Eduardo. "Uma pessoa tão insensível assim, como poderia amar outra pessoa?"
"Eu vou encontrá-la, custe o que custar..."
Frederico franziu ainda mais o cenho e retrucou: "E depois de encontrá-la? Vai vingar seu pai, mas... como vai encarar a filha dela?"
"Você... Frederico, continue com sua arte e não se meta nos meus assuntos!" Eduardo o advertiu friamente.
Indignado, ele se virou e saiu, decidido a procurar Yara para tirá-la da galeria.
Seus olhos negros percorreram o espaço da exposição, mas não viu a pequena mulher. "Estela, cadê a Yara?"
"Ela foi ao banheiro!" Estela respondeu.


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