Ainda bem que aquele desgraçado só ficou na varanda por uns dez minutos antes de carregá-la de volta para o quarto.
...
Na manhã seguinte.
Yara acordou com o corpo todo dolorido, exausta depois de várias noites seguidas sendo “recompensada e punida” por aquele homem.
Eduardo já estava vestido com um terno, parado ao lado da cama. Ele afastou delicadamente a franja despenteada da testa dela e falou suavemente: “Acordou!”
Ele fez uma pausa e perguntou: “Tem certeza de que quer aceitar aqueles dez por cento das ações da vovó Guerra?”
Yara sentou-se devagar. “Quero sim! Por que não queria? Além disso, é o que me cabe por direito...”
Ninguém em sã consciência recusaria dinheiro!
Além das ações, Luciano Guerra ainda tinha dado a ela três imóveis como compensação. Com esse dinheiro, Yara não precisaria mais se preocupar com nada no futuro; só teria que se dedicar ao seu design.
“Yara, vou com você à tarde.” De repente, Eduardo ficou sério.
Ele estava preocupado que, ao aceitar as ações, alguém pudesse invejá-la e que algo ruim acontecesse.
Afinal, os irmãos da Família Guerra já estavam disputando as ações entre si, até mesmo Fidel, que nunca tinha se envolvido nos negócios do grupo, tinha colocado o pé na disputa.
Yara notou a expressão séria dele e o olhou confusa. Depois, perguntou com cautela: “Se eu aceitar essas ações, o que acontece?”
“Você se tornará oficialmente uma das acionistas do Grupo Guerra, e terá direito aos benefícios proporcionais às suas ações, desde que compareça a todas as assembleias de acionistas no horário certo.”
Ao ouvir isso, Yara ficou surpresa. “Tem que ir às assembleias? Precisa falar alguma coisa? Ou dá pra só ficar sentada quieta, sem se envolver?”
“Não pode só ficar quieta. O sucesso e o fracasso do grupo afetam todos os acionistas!” O olhar de Eduardo era sério.

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