A única pessoa que ousaria ignorar as ligações de Eduardo só poderia ser Yara.
Os empregados na mansão, ao verem o Sr. Henriques irritado e furioso, não ousaram descansar nem por um instante.
Yara, você tem coragem de brincar comigo? Já na primeira noite não voltou para casa... Quando eu te encontrar, você vai saber o que é bom pra você...
Pouco depois das oito da manhã, Yara acordou apertada para ir ao banheiro, ressaca das seis latas de cerveja que tomara na noite anterior. Depois de ir ao banheiro, pegou o celular, como de costume.
O aparelho estava desligado por falta de bateria. Conectou-o ao carregador e voltou a se deitar.
Logo, o celular carregou e vários alertas de mensagens começaram a pipocar...
Meio sonolenta, pegou o celular e viu: 99 chamadas não atendidas de Eduardo, além de incontáveis mensagens dele...
"Yara, onde você está?"
"Você está querendo morrer? Olha a hora e ainda não voltou?"
"Yara, estou te avisando, me ligue agora mesmo."
"Se você tentar fugir, vai se arrepender."
"Você está me enrolando de novo? Se não me ligar de volta, não vou poupar a fábrica do seu pai."
...
Ela se sentou de repente, assustada ao ver tantas mensagens de ameaça e intimidação, ficou completamente atônita!
Havia esquecido totalmente do acordo contratual com Eduardo.
Rapidamente, tentou lhe enviar uma mensagem, mas apareceu um ponto de exclamação vermelho!
Esse hábito dele de bloquear as pessoas era realmente péssimo!
Ligou para ele, mas também não foi atendida, sentiu-se perdida mais uma vez!
Levantou-se correndo, tomou um banho rápido, nem teve tempo de arrumar suas coisas, pegou uma bolsa pequena e saiu apressada, chamando um táxi direto para a Mansão JS.
Da última vez que esteve lá era de noite, Yara nem sabia ao certo onde ficava a mansão, teve que pedir ajuda ao motorista para encontrar o local.
Assim que o portão se abriu, ela entrou correndo.
Já não se importava mais com a própria aparência: salvar a própria pele era o mais importante. Tinha medo de que o homem mudasse de ideia de repente, e aí tudo o que fizera teria sido em vão.
Ofegante, entrou na mansão. Três empregados estavam alinhados na sala, e aquele clima a fez tremer um pouco.
Dona Regina foi a primeira a se aproximar: "Srta. Franco, você finalmente voltou!"
"Dona Regina... E o Diretor Henriques?" Yara perguntou, ainda ofegante.
"O Sr. Henriques está no escritório. Corredor do segundo andar, última porta." Dona Regina apontou para o andar de cima.
O curioso era que os outros empregados também estavam ali esperando seu retorno.
"Srta. Franco, o Sr. Henriques está de péssimo humor, ficou esperando você a noite toda. Peça desculpas a ele direito!" Dona Regina alertou.
Yara hesitou em dar o próximo passo, porque também temia aquele homem. Engoliu em seco antes de, lentamente, mover-se em direção ao escritório.
Aproximou-se da porta, nervosa, respirou fundo para se acalmar e, reunindo coragem, bateu suavemente.

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