Ele estava sentado no sofá, claramente um sofá de três lugares que agora parecia bem menor com ele ali, e a mesinha de centro à frente mal deixava espaço para que ele estendesse as longas pernas.
"Como é que alguém consegue morar num apartamento tão pequeno?", Eduardo franziu a testa enquanto a olhava.
Um rapaz como ele, nascido em berço de ouro, como poderia entender a rotina de alguém de uma família comum como ela?
Na verdade, sua situação em casa nem era tão ruim, mas a madrasta, Vanessa, não queria se esforçar por ela, muito menos dar-lhe dinheiro. Todo o controle financeiro do pai estava nas mãos de Vanessa, e ela só podia contar com o próprio salário ou, às vezes, com a ajuda do irmão.
Yara não respondeu, apenas serviu-lhe um copo de água morna.
Eduardo pegou o copo, bebeu um gole e comentou friamente: "Me arruma um par de chinelos e um pijama."
Ela não tinha ouvido errado? O senhor Eduardo queria passar a noite naquele apartamento minúsculo?
"Diretor Henriques, meu apartamento é pequeno, a cama também... Acho que..."
Os olhos de Eduardo a encararam com firmeza. "Nós dois não precisamos de uma cama grande."
Ela mal podia acreditar que ele estava falando sério!
Perguntou mais uma vez: "Você tem certeza?"
Ele suspirou, respondendo com impaciência: "Parece que eu estou brincando?"
O apartamento era pequeno, mas tinha de tudo, e era decorado com muito aconchego. Havia pequenos enfeites fofos sobre a estante, quadros pintados por ela mesma nas paredes, além de algumas fotos...
Eduardo também viu uma foto de Yara com Elvis pendurada na parede. Ele esticou o braço, tirou-a e jogou em sua frente.
Perguntou com frieza: "Por que ainda guarda uma foto de vocês dois? Para relembrar? Para incomodar os outros?"
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