Depois de falar isso, Yara soltou uma risada fria.
Além do mais, ele já tinha dormido com Liana – ainda precisava dela para quê?
Para assistir os dois exibindo o romance?
Ou esperava que ela ficasse ao lado torcendo por eles?
Que coisa incômoda.
"Srta. Franco, você quer mesmo que eu tome uma atitude? Seu irmão e todos os outros convidados vão ver!" Pablo, sem alternativa, só pôde ameaçá-la.
"Sr. Pablo, você é mesmo incrível, até me ameaça." De fato, ela não queria que o irmão soubesse sobre sua relação com Eduardo.
Depois de hesitar um pouco, ela acabou indo com ele.
Afinal, ela também tinha umas perguntas para aquele homem.
Sr. Pablo a levou até um Rolls-Royce preto, abriu a porta do banco de trás e fez sinal para que Yara entrasse.
Eduardo já estava lá dentro, as pernas longas cruzadas, os dedos batendo levemente sobre a coxa.
"Quer falar comigo sobre alguma coisa, Diretor Henriques?" Yara sentou-se no banco de trás e perguntou friamente.
Eduardo estava com o rosto fechado.
Depois de alguns segundos, ele perguntou em voz baixa: "Por que sumiu esses dias?"
Yara soltou outra risada fria.
"Diretor Henriques, você tem mesmo memória curta. Naquela noite, foi você quem me mandou embora, e ainda disse... disse que nunca mais queria me ver."
"Nem sabia que você era tão obediente às minhas ordens..." O rosto de Eduardo ficou ainda mais sombrio, os lábios se curvaram num sorriso de desprezo.
Eduardo lançou-lhe um olhar gélido, fez uma breve pausa e então perguntou: "Por que está usando esse vestido? Quer seduzir outro homem?"
O decote deixava à mostra uma boa parte da pele lisa do peito, e ela ainda sorria alegremente para outros homens.
Yara, quase sem perceber, baixou os olhos e olhou para sua própria roupa. Para aquele tipo de festa, era normal usar um vestido elegante, mas as palavras daquele homem eram profundamente insultantes.


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