Ye Yu-Yan soube que havia perdido tudo no momento em que pisou em sua cela.
Ela já não era mais o orgulho e alegria de seus pais, tampouco a garota prodígio da família Ye.
Seu nome não traria mais orgulho ou glória a ninguém. Agora, só trazia vergonha e desonra.
Ye Yu-Yan nasceu em berço de ouro. Sempre teve o amor e a admiração de todos e conquistou tudo o que quis. Sua situação atual era um golpe devastador para seu ego.
Enquanto Ye Yu-Yan se afundava em desespero, uma figura magra e imponente apareceu do lado de fora da cela. Ninguém sabia há quanto tempo ele estava ali.
O homem não disse uma palavra. Apenas observou em silêncio a jovem encolhida no canto da cela.
Ye Yu-Yan pareceu sentir o olhar dele sobre si. Ela levantou a cabeça.
Seus olhos, úmidos de lágrimas, encontraram os de Ye Fan.
O corpo pequeno de Ye Yu-Yan tremeu violentamente.
Ela devia parecer patética aos olhos de Ye Fan.
Ye Yu-Yan sentiu seu orgulho ser esmagado, destruindo os últimos resquícios de sua dignidade.
Ela não disse nada. Não sabia o que dizer. Baixou os olhos e escondeu o rosto nos braços, sem ousar olhar novamente para Ye Fan.
Tinha certeza de que Ye Fan estava ali para zombar dela.
Ele queria ver de perto aquela que tanto o desprezou e que agora não passava de uma prisioneira miserável trancada numa cela escura.
Ele estava ali para saborear sua vitória, como um vencedor que alcançou o topo e agora olhava para baixo, para os inimigos caídos a seus pés.
Ye Yu-Yan não podia culpar Ye Fan pelo que ele fazia. Também não pretendia implorar por piedade.
Ela merecia tudo o que estava passando.
Só podia culpar a si mesma por sua situação atual.
Ye Fan não tinha nada a ver com aquilo.
Afinal, foi ela quem rejeitou a boa vontade de Ye Fan.
Durante os dias em que ficou presa, Ye Yu-Yan se pegava pensando: o que teria acontecido se tivesse aceitado os sentimentos de Ye Fan por ela?
Talvez fosse ela quem estivesse morando na mansão no topo do Monte Yunding agora. Talvez a chamassem de imperatriz de Jiangdong.
Ye Fan não a trataria como uma completa estranha.
Ye Yu-Yan não era filha biológica de Ye Tian. Ela entrou para a família Ye depois que Dong Mei se casou com Ye Tian. Isso significava que ela tinha uma chance com Ye Fan.
Mas oportunidades perdidas não voltam.
O arrependimento de Ye Yu-Yan não mudaria nada.
Além disso, tudo não passara de um mal-entendido.
Shin Yu-Xiang foi quem escreveu a carta de amor. Ye Fan apenas entregou a mensagem.
Ye Fan nunca sentiu nada além de afeição familiar por sua prima.
Foi um engano dela desde o início.
O silêncio tomou conta da cela.
Ye Yu-Yan continuou encolhida em seu canto, chorando baixinho.
Depois de um longo tempo, o portão da cela se abriu.
Ye Fan apareceu na entrada e estendeu a mão para ela.
— Vamos, está na hora. A partir de hoje, você é a quinta integrante da Força Dragão Verde — a voz de Ye Fan soou clara dentro da pequena cela.
Ye Yu-Yan ficou paralisada de surpresa.
Ela ergueu a cabeça, revelando lágrimas brilhantes nos olhos.
Seus olhos arregalados e reluzentes encararam Ye Fan.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vingança servida a frio
Esse site é porcaria, comprei moedas mas fica dando erro pra carregar o novo capítulo...
No aguardo da continuação...