O rosto de Xur He estava lívido e sua expressão era extremamente desagradável.
Tudo o que Ye Fan disse o deixou sem palavras, e seu rosto ficou vermelho de tanta vergonha.
Xur He jamais imaginou que um jovem pudesse encurralá-lo dessa maneira.
E nunca esperava que Ye Fan tivesse coragem de repreendê-lo diante de todos, a ponto de fazê-lo se sentir tão humilhado.
— Ótimo. Muito bom. Afinal, você é o grande Sr. Chu. Está prestes a morrer e ainda consegue manter essa pose. Mas não sei se vai continuar tão confiante quando os soldados chegarem — disse Xur He, ciente de que não venceria Ye Fan na discussão, mas isso pouco importava. Ele não estava ali para discutir, e sim para matar Ye Fan.
Xur He girou nos calcanhares e saiu marchando do Restaurante Haiyuan. Seu olhar percorria o local como o de um comandante lendário.
Logo depois, uma voz imponente ecoou pelos céus: — Existe um poder maligno que só faz o mal e traz sofrimento ao povo de Jiangdong! Hoje, eu, Xur He, defenderei a justiça e ajudarei o povo de Jiangdong a exterminar esse homem desprezível e seus cúmplices!
O olhar de Xur He se intensificou enquanto sua voz grave retumbava como trovão.
Após uma breve pausa, ele gritou novamente, com frieza: — Cerquem o Restaurante Haiyuan e capturem todos lá dentro! Isolem uma área de 500 metros ao redor e não deixem ninguém escapar. Quem desobedecer minhas ordens será punido com a morte!
BUM!
Essas ordens de Xur He foram como uma pedra gigante lançada ao mar, provocando um verdadeiro tsunami.
Todos assistiram, atônitos, enquanto inúmeros veículos pesados carregando soldados avançavam ao longe.
As enormes rodas dos caminhões esmagavam pedras e faziam o chão tremer, sacudindo toda a cidade.
Erick Li e os outros quase perderam o controle ao verem a enxurrada de veículos militares se aproximando, trazendo milhares de soldados.
Seus rostos estavam pálidos como a morte.
O que mais temiam finalmente havia acontecido.
A tempestade que tanto temiam começava a se formar.
Não só todos no Restaurante Haiyuan estavam apavorados, mas o povo de Yunzhou também estava tomado pelo medo.
— Meu Deus! O que está acontecendo? Por que há tantos soldados aqui? Vamos entrar em guerra?
— Mamãe, estou com medo!
— Socorro!
Com a chegada de tantos soldados à cidade, Yunzhou mergulhou em pânico.
Alguns estavam aterrorizados, outros tremiam descontroladamente.
Havia gritos, choros e desespero por todos os lados.
A cidade inteira virou um caos.
O povo comum só tinha visto esse tipo de movimentação militar pela televisão.
Por isso, ao presenciarem artilharia pesada passando diante deles, ficaram naturalmente petrificados.
Mas, felizmente, Wu Wei-Tao já havia previsto isso e trouxe seus subordinados para acalmar e tranquilizar a população.
— Por favor, não entrem em pânico! O General Xur está aqui para nos livrar dos criminosos! Esta operação é direcionada apenas aos malfeitores, nenhum inocente será ferido. Por favor, voltem para casa e aguardem. Tudo voltará ao normal assim que esses criminosos forem levados à justiça! — Wu Wei-Tao gritava repetidas vezes em um megafone enquanto caminhava pelas ruas.
Ao mesmo tempo, Wu Wei-Tao lançava olhares ocasionais ao Restaurante Haiyuan e sorria friamente. — Ninguém sabe quando a maré pode virar. Sr. Chu, desde o dia em que se tornou o Rei de Jiangdong, deveria saber que esse dia poderia chegar.
— Essa família Xur é realmente desprezível. Estão claramente abusando do poder para benefício próprio e para vingar um parente, mas nos acusam de sermos os malfeitores. Que falta de vergonha! — resmungou o Velho Mestre Xia em voz baixa.
A maioria dos clientes do restaurante sempre levou uma vida honesta e nunca infringiu a lei.
Mas agora, Xur He os acusava de serem criminosos sem sequer investigar.
Estava claro que a família Xur queria que todos morressem junto com Xur Shao-Hua, como vingança.
— Sr. Chu, o que... o que fazemos agora? Devemos... devemos sair e nos render? — Erick Li e os outros nunca tinham passado por algo assim. Estavam apavorados demais para pensar.
Todos olharam para Ye Fan, esperando que ele tomasse uma decisão.
— Não, não podemos sair! Esse Xur He claramente quer nos matar! Se sairmos, estaremos indo para a morte! — protestou alguém.
— E ficar aqui é melhor? Não ouviu o que ele disse? Se não sairmos em dez minutos, ele vai atirar em todos nós. Não temos escolha a não ser nos render e admitir culpa.
— Não! Não podemos sair! Se sairmos, vamos morrer com certeza!
Em pouco tempo, o salão inteiro se encheu de discussões acaloradas.
Alguns achavam melhor sair e se render, enquanto outros insistiam em permanecer dentro do restaurante.
Aqueles figurões, normalmente calmos e refinados, agora discutiam como em um mercado.
O restaurante parecia uma panela de água fervendo, prestes a transbordar.
Eles eram como náufragos lutando pela última chance de sobreviver.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vingança servida a frio
Esse site é porcaria, comprei moedas mas fica dando erro pra carregar o novo capítulo...
No aguardo da continuação...