“Meu Deus, Reilo, você é incrível! Conseguiu até expulsar esses lutadores poderosos da China.”
“O círculo de artes marciais da Índia está ficando cada vez mais formidável. Não vai demorar para que a Índia se torne a mais poderosa da Ásia.”
Algumas pessoas entre a multidão no restaurante conheciam Reilo e começaram a exclamar em admiração.
O mundo das artes marciais havia passado por muitas mudanças, e agora, havia um grupo que se destacava acima de todos os outros. Esse grupo não era de um país específico – era a Seita Chu. Todo o universo das artes marciais reconhecia a Seita Chu como a força mais poderosa, seguida pelos artistas marciais de cada país.
A China era um país com milênios de história nas artes marciais. Mesmo tendo sofrido uma derrota tremenda após a grande batalha contra a Seita Chu, o que os fez retroceder séculos, o surgimento dos seis pilares da nação ajudou a recolocar as artes marciais chinesas em destaque na Ásia.
Mas a posição da China nas artes marciais não era das mais estáveis.
O Japão estava ressurgindo com o reaparecimento de Tsukuyomi Tenshin, enquanto a Índia também vinha crescendo de forma meteórica nos últimos anos. Trinta anos atrás, um gênio das artes marciais chamado Brahma apareceu, e a luta que o tornou famoso aconteceu na floresta amazônica.
Naquela época, após uma longa batalha, os chineses conseguiram obter o fruto da energia espiritual.
Mas, ao saírem da floresta, foram atacados por artistas marciais indianos.
Mesmo enfrentando oito grandes mestres iminentes, Brahma conseguiu virar o jogo sozinho. Ele matou quatro dos grandes mestres chineses e os demais que conseguiram escapar ficaram gravemente feridos.
Como resultado, Brahma ficou famoso da noite para o dia, conquistando um lugar no ranking internacional de grandes mestres, além de garantir a vitória da Índia na última disputa pelo fruto da energia espiritual.
Com a ajuda desse fruto, a Índia formou inúmeros grandes mestres nos últimos trinta anos e sua habilidade nas artes marciais avançou a passos largos. Muitos deles ficaram famosos internacionalmente e logo ameaçariam superar a China.
E agora, Kong Ming havia decidido recuar. Todos que restaram no restaurante sentiram que não havia mais como impedir a Índia de se tornar cada vez mais poderosa nas artes marciais.
“A mais poderosa da Ásia? É só questão de tempo. Mas o círculo marcial indiano almeja ainda mais do que isso”, disse Reilo com orgulho, sua voz cheia de coragem e ambição.
Essa não era apenas a ambição dele. Era a ambição de todo o círculo marcial do seu país!
Reilo não se demorou nesse assunto. Virou-se novamente para a jovem que chorava ajoelhada diante do velho caído no chão.
“Moça, agora não há mais ninguém para te proteger. Seja boazinha e venha comigo, assim você será poupada de mais sofrimento físico. Não se preocupe, vou cuidar bem de você esta noite...” Reilo ficou ainda mais ousado depois que os dois artistas marciais chineses fugiram. Suas palavras agora eram ainda mais explícitas.
“Caramba, Reilo, que animal você é. Nem uma garota tão jovem você poupa? Não tem medo de machucá-la?”
“Você não sabe? No país deles existe esse tipo de tradição. Eles gostam das mais novas.”
A maioria dos artistas marciais eram homens rudes, então sempre havia conversas sujas quando se reuniam.
Reilo ignorou todos os curiosos.
Continuou parado onde estava, olhando para a garota chorando como se admirasse sua presa.
Ele adorava a sensação de poder matar à vontade e controlar a vida dos outros.
Isso lhe dava a satisfação de um caçador.
Mas a garota ignorou as palavras de Reilo e continuou chorando nos braços do velho.
Reilo não tinha pressa, já que não tinha nada melhor para fazer. Pediu mais pratos e vinho para poder se sentar e observar calmamente a jovem continuar lutando inutilmente.
Mas a briga anterior havia destruído a maioria das mesas e cadeiras do restaurante, então, embora houvesse mesas suficientes para Reilo e seus homens, não havia cadeiras suficientes.
Reilo olhou ao redor e seu olhar acabou pousando em um jovem sentado em um canto.
“Ei, você aí! Traga sua cadeira aqui para eu sentar!” gritou Reilo.
Mas o jovem continuou sentado no canto, olhando pela janela enquanto tomava seu chá, como se não tivesse ouvido nada. Nem sequer olhou para Reilo.
“Seu moleque! Está surdo? Eu disse para trazer essa cadeira aqui agora!” rosnou Reilo, tentando conter a raiva. Ele parecia um tigre prestes a atacar sua presa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vingança servida a frio
Esse site é porcaria, comprei moedas mas fica dando erro pra carregar o novo capítulo...
No aguardo da continuação...