"E então, o que você sugere?" O Santo da Espada devolveu a pergunta com uma voz gélida.
"Quer convocar todos os seis pilares da nação para matar Ye Fan? A Imperatriz Fênix e o Imperador do Gelo estão desaparecidos há décadas, ninguém sabe se estão vivos ou mortos. Mesmo que eu os chamasse, acha que eles viriam? Além disso, o Deus da Guerra já disse que não vai matar Ye Fan conosco. Diante dessas circunstâncias, como você sugere que o eliminemos?"
O Santo da Espada lançou uma série de perguntas frias ao Rei dos Lutadores, lutando para conter sua raiva.
Ninguém sabia se o Santo da Espada estava irritado com Ye Fan ou com o Rei dos Lutadores.
"E quanto a nós três? Tenho certeza de que três pilares da nação são suficientes para derrotá-lo!" disse Mo Gu-Cheng, deixando claro que não aceitava a ideia de poupar Ye Fan.
"Nós três?" O Santo da Espada balançou a cabeça. "Você acha mesmo que somos três?"
"Hã?" Mo Gu-Cheng ficou confuso por um instante, até perceber o que o Santo da Espada queria dizer, e então olhou para Tang Hao.
Como esperado, Tang Hao apenas deu de ombros. "Não olhe para mim. Concordo com o Deus da Guerra. Não vou me opor à decisão de vocês, mas também não vou participar."
"Tang Hao, você..." Mo Gu-Cheng tremia de raiva ao ouvir isso. "Ótimo! Perfeito! Que seja! Você acha que é tão importante assim? O Castelo do Deus da Guerra não vai desmoronar sem você!"
Depois de repreender Tang Hao, ele se voltou para o Santo da Espada. "Santo da Espada, se eles se recusarem, nós dois podemos fazer isso sozinhos. Com a minha técnica de punhos e a sua de espada, mesmo que Ye Fan fosse imortal, nós o mataríamos!" O Rei dos Lutadores falou obstinadamente, com os olhos vermelhos de fúria.
Ele estava completamente obcecado pela ideia de eliminar Ye Fan.
Ficava claro o quanto Mo Gu-Cheng odiava Ye Fan.
"Basta!" O Santo da Espada gritou com Mo Gu-Cheng, furioso.
Sua voz severa ecoou como um trovão, deixando Mo Gu-Cheng sem palavras, tremendo.
"Por mais fortes que sejamos, somos mais poderosos que Brahma ou Gaia? Mesmo juntos, talvez só conseguíssemos empatar com eles. Eles lutaram juntos contra Ye Fan e não conseguiram matá-lo. Você acha que dois de nós vão conseguir? Se não conseguirmos derrotar Ye Fan juntos, o Castelo do Deus da Guerra vai virar ainda mais motivo de chacota!" As palavras furiosas do Santo da Espada pairaram no ar.
Mo Gu-Cheng finalmente se calou.
Toda a sua raiva e impulsividade foram se dissipando pouco a pouco.
Ao se acalmar, o Rei dos Lutadores percebeu o quão arriscado seria tentar matar Ye Fan.
Afinal, quando um artista marcial atinge o nível de grande mestre supremo, torna-se quase impossível matá-lo.
Se pudessem eliminá-lo com um único golpe, ainda haveria uma chance.
Mas se Ye Fan escapasse da morte, certamente voltaria para se vingar.
Grandes mestres supremos podem se tornar verdadeiros pesadelos quando perdem o controle.
Anos atrás, um grande mestre supremo destruiu uma nação inteira em um acesso de fúria.
Milhões morreram por suas mãos!
Por isso, o Deus da Guerra havia alertado o Santo da Espada para pensar bem nas consequências antes de decidir o destino de Ye Fan.
Valeria mesmo a pena criar uma inimizade com um grande mestre supremo por causa da família Lv, dos artistas marciais mortos ou de um orgulho passageiro?
Ou seria melhor tentar se reconciliar com Ye Fan pelo bem do país e da comunidade marcial chinesa?
No fundo, não era uma escolha tão difícil.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vingança servida a frio
Esse site é porcaria, comprei moedas mas fica dando erro pra carregar o novo capítulo...
No aguardo da continuação...