Ye Fan não conseguia entender o tom de escárnio e ressentimento na voz de Tang Yun. Não era assim que a líder da Seita Chu deveria se portar. Na verdade, ela soava como uma esposa que havia sofrido nas mãos do marido.
Ye Fan não conseguia compreender por que a líder de uma seita poderosa e a pessoa mais forte do Ranking Celestial cometeria um massacre contra homens e mulheres inocentes. Cem mil pessoas haviam sido reduzidas a pó. Esse ato deixou Ye Fan gelado por dentro.
— É mesmo? Você não vai me perdoar? O Sr. Chu realmente faz jus ao título de senhor de Jiangdong! O todo-poderoso Sr. Chu, de fato! Diga, o que pretende fazer comigo? — O sarcasmo distorceu os lábios de Tang Yun, enquanto um brilho duro cruzava seu olhar. Ela encarou o jovem à sua frente. — Então você quer uma explicação. Pois terá. Não matei por motivo algum. Eu simplesmente estava de mau humor. Que tal essa explicação? Satisfeito?
Tang Yun permanecia altiva na mansão, o rosto marcado por ressentimento e fúria. Sua voz soava como a de alguém emburrado.
— Tang Yun, não me provoque além do limite! — Ye Fan cuspiu as palavras, cerrando os punhos.
— Você acha que sou eu quem está te pressionando? — Tang Yun riu baixinho. — Estou indo longe demais? Pois saiba que não vou parar por aqui. Pretendo exterminar toda Jingzhou e Jiangdong. Vou destruir a casa da família Ye e acabar com todos os seus. Quero que você, esse monstro sem coração, não tenha mais lar nem família para onde voltar!
De repente, um vento cortante e gélido se ergueu ao redor deles como ondas de uma tempestade, levantando poeira e pedras dentro da mansão e estilhaçando as telhas do telhado.
Ye Fan avançou um passo, rugindo com voz trovejante: — Como ousa, Tang Yun! Jiangdong é meu território e Jingzhou é meu lar. Minha família está aqui. Se tocar neles, eu acabo com você!
Seus olhos estavam frios e duros, e sua voz carregava uma fúria tempestuosa.
Uma raiva assassina o envolveu.
Ele apertou ainda mais os punhos e rosnou: — Tang Yun, não me faça te matar!
A ameaça fez a terra tremer e a temperatura despencar. Cada pedra, folha e galho na mansão congelou.
A fúria de Ye Fan era palpável.
Todos têm algo ou alguém por quem arriscariam tudo para proteger.
Para Ye Fan, esse alguém era sua família.
Tang Yun havia cometido o imperdoável ao ameaçar aqueles que ele mais amava. Como não se enfurecer?
— Haha! São exatamente eles que quero matar e o que quero destruir! Vou acabar com sua família e destruir seu lar. Por que eu deveria ter piedade de um monstro sem coração? — Tang Yun continuou a provocar Ye Fan, sem demonstrar qualquer intenção de recuar diante da ameaça.
— Você está pedindo por isso!
A fúria de Ye Fan finalmente explodiu em um estrondo ensurdecedor.
Ondas de poder emanaram dele, inundando a mansão como um tsunami.
O chão se partiu, árvores e grama foram arrancadas e lançadas ao ar.
Os ventos furiosos varreram a mansão como ondas de um mar revolto.
O poder de um grande mestre supremo estava em plena exibição.
No entanto, a jovem diante de Ye Fan permaneceu imóvel em meio à demonstração de força.
Não havia emoção em seus olhos escuros nem em seu belo rosto.
Ela apenas ficou ali, encarando Ye Fan.
Ninguém percebeu que seus olhos começavam a marejar.
“Ele finalmente decidiu me atacar”, pensou a jovem, com os lábios trêmulos.
O poder que girava ao redor de Ye Fan era o reflexo exato da sua própria desesperança.
Ninguém poderia imaginar ver tamanho desespero no rosto da imponente líder da Seita Chu, alguém que estava no topo do poder.
Ye Fan iniciou seu ataque.
A energia colossal em suas palmas se transformou em centenas de milhares de lâminas invisíveis.
Era como se ele empunhasse centenas de milhares de espadas em suas mãos.
Cada uma dessas lâminas tinha o poder de atravessar qualquer coisa neste mundo e, sob o comando de Ye Fan, voaram em direção a Tang Yun sem hesitação.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vingança servida a frio
Esse site é porcaria, comprei moedas mas fica dando erro pra carregar o novo capítulo...
No aguardo da continuação...