Noa jamais imaginou encontrar um homem tão dominante e poderoso.
Pela primeira vez em sua vida, ela se sentiu pequena e insignificante diante de Ye Fan.
É como ele disse. Neste momento, não passo de um brinquedo para ele. Um simples aceno de sua mão pode decidir se eu vivo ou morro. Todo aquele orgulho que eu tinha por causa da minha suposta nobreza não significa nada diante da morte. E, claro, agora já não tenho nem o direito de falar sobre honra e dignidade. Toda dignidade que me restava foi destruída junto com minhas roupas...
Com isso em mente, ela parou de lutar e simplesmente caiu em prantos, ajoelhada no chão.
“P-Por favor, me poupe... Eu não quero morrer...”
Sua voz trêmula era quase um sussurro, mas Ye Fan conseguiu ouvir.
Brincando com sua xícara de chá, Ye Fan olhou para ela de cima, como se fosse uma formiga, e perguntou com sarcasmo: “Está implorando por misericórdia, senhorita? Infelizmente, querer ou não morrer não é da minha conta. Afinal, por que eu pouparia alguém completamente inútil que ousou me ofender?”
Seu tom transbordava desprezo.
Embora Ye Fan não gostasse de matar, ele não iria poupar uma mulher que acabara de ameaçá-lo de morte.
“Seu tempo está acabando, então aproveite para olhar bem ao seu redor. Quando eu terminar esta xícara de chá, sua vida também chegará ao fim.”
Naquele momento, não havia mais ninguém no restaurante.
Ye Fan achou cruel demais deixá-la morrer sozinha, então decidiu conversar com ela até terminar seu chá.
Bzzz...
As folhas de chá ainda flutuavam no ar, como um carrasco pronto para executar sua sentença ao menor comando de Ye Fan.
A sensação de estar completamente à mercê de alguém aterrorizava Noa profundamente.
Ela finalmente percebeu que nem todos a tratariam como uma princesa, com toda reverência.
Também entendeu que implorar era inútil se não tivesse algo realmente valioso a oferecer.
Não... Eu não quero morrer... Eu quero viver! Nem sequer atingi a maioridade! Quero viver e me apaixonar por um príncipe encantador! Tenho tantos sonhos que ainda não realizei! Não quero morrer!
Desesperada para sobreviver, Noa tentou de tudo para provar seu valor a Ye Fan.
Ofereceu dinheiro, poder, status.
Prometeu até dar metade das propriedades da família quando herdasse o lugar do pai.
No entanto, Ye Fan apenas balançou a cabeça para todas as ofertas.
“O que mais você quer? Isso ainda não é suficiente? Minha família tem tanta riqueza que metade dela duraria dez vidas! Por que não me poupa? Por que não me deixa viver?”
Noa acabou desabando e chorou alto.
Era a primeira vez que encontrava um homem que rejeitava com desprezo tudo aquilo de que ela tanto se orgulhava.
Ela chegou a prometer tornar Ye Fan prefeito da cidade, mas ele recusou tanto o cargo quanto o dinheiro.
O que esse homem quer, afinal? Será que só me resta a morte? Sou mesmo tão inútil para ele? Não, ainda tenho algo de valor!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vingança servida a frio
Esse site é porcaria, comprei moedas mas fica dando erro pra carregar o novo capítulo...
No aguardo da continuação...