Junie não queria criar inimizades, pois sabia que Ye Fan só queria o seu bem.
No entanto, os anciãos também não estavam errados, já que apenas buscavam proteger a seita.
No fim, Junie se convenceu de que a culpa era sua e, naturalmente, teria que arcar com as consequências do próprio erro.
Sob a pressão dos anciãos, ela acabou se ajoelhando diante dos altares dos ancestrais e antigos mestres.
"Tragam-me a vara!", bradou o Mestre das Punições, e logo alguém lhe entregou uma vara feita de materiais especiais.
Ele então ergueu o instrumento, pronto para desferir o golpe nas costas de Junie diante de todos no salão.
"Isso vai doer", comentou alguém na multidão.
O rosto de Junie se contorceu imediatamente ao ouvir o Mestre das Punições inspirar fundo.
Como passava a maior parte do tempo estudando medicina, Junie não dava muita atenção ao seu cultivo.
Por isso, temia sentir toda a dor que o castigo com a vara lhe causaria.
Com os dentes cerrados e os olhos fechados, ela se preparou para a ardência iminente.
Tum!
Inesperadamente, a mulher não sentiu absolutamente nada.
O som vindo de trás parecia indicar que a vara havia atingido algo duro.
"Hã? O que está acontecendo?" Quando Junie se virou para ver o que havia acontecido, a vara já estava no chão. Quanto ao Mestre das Punições, ele resmungou antes de cambalear alguns passos para trás.
"Ye-Ye Fan?" Junie ficou chocada, pois jamais imaginou que Ye Fan a defenderia. Não só ele desarmou o Mestre das Punições, como também o fez recuar.
Percebendo que o homem havia cometido um erro, Junie tentou dissuadi-lo rapidamente. "Ye Fan, estou bem. Não precisa se preocupar comigo. Isso é só uma formalidade. Eu—"
"Cale a boca!", interrompeu Ye Fan de repente. "Formalidade? O sujeito estava prestes a balançar essa vara especial com seu Qi, e você chama isso de formalidade? Ele basicamente estava tentando manchar seu nome e ferir seu corpo também! Se eu não tivesse interferido, essa vara teria aberto sua pele!"
Como Ye Fan raramente se exaltava com Junie, ela ficou atônita ao ouvi-lo.
Quando estava prestes a responder, ele a cortou novamente.
"Eu disse para calar a boca, lembra? Daqui em diante, quem fala sou eu, e você fica atrás de mim em silêncio. Mais uma palavra sua, e eu te expulso daqui!" Ye Fan repreendeu Junie como se ela fosse uma subordinada.
Em todos os anos de convivência, ele quase nunca havia falado com ela de forma tão severa.
Nem mesmo com Gaius e os outros Ye Fan costumava usar esse tom.
Como sempre teve apenas carinho por ela, Junie nem sabia que ele era capaz de levantar a voz com ela.
Naturalmente, ficou apavorada ao presenciar sua fúria de perto.
Depois da bronca, Junie não ousou emitir um som, de tão assustada que estava, sem sequer levantar a cabeça para olhar Ye Fan.
"O que pensa que está fazendo, Chu Tianfan?"
"Acha que tem o direito de se meter nos nossos assuntos internos?"
"Seu insolente!"
"A Srta. Junie violou as regras e merece ser punida. Até ela mesma reconhece isso."


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vingança servida a frio
Esse site é porcaria, comprei moedas mas fica dando erro pra carregar o novo capítulo...
No aguardo da continuação...