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Virgindade Leiloada romance Capítulo 88

Mariana

Não posso acreditar no que está acontecendo!

Como, em uma cidade tão grande quanto São Paulo é, eu vou a um jantar de negócios com Ethan Constantino, completamente a contragosto, e um dos homens que irá participar do bendito encontro é nada mais, nada menos, que o homem que arrematou a minha virgindade em um leilão clandestino?

Minha reação não poderia ser diferente e eu o encarei completamente horrorizada, as minhas mãos geladas e ao mesmo tempo suando, e ainda sem conseguir acreditar que ele havia mentido para mim até mesmo sobre o seu próprio nome.

Então, o homem que estava cumprimentando a todos na mesa naquele instante não era Jean Silva, como ele havia se apresentado para mim, e sim Arthur Rodrigues, um dos sócios de Ethan e, agora olhava para mim com um brilho diferente no olhar, como se estivesse realmente satisfeito em me encontrar ali.

— Olá, Mariana. — ele diz, e o meu coração está quase na garganta, tenho certeza — Quanto tempo!

Ele não estava fazendo isso comigo!

Senti o olhar de todos sobre mim e tentei recuperar a fala, mas estava bem difícil, realmente.

— Oh… Tem razão, faz algum tempo mesmo... — Foi tudo o que eu pude dizer, pois não conseguiria agir normalmente, diante das circunstâncias.

O clima ficou um pouco tenso ao nosso redor, todos aguardando por algo mais, que eu nem mesmo tinha ideia do que poderia ser e apenas baixei o olhar, na vã tentativa de fugir daquela mesa, e se eu sumisse dali naquele momento seria algo extraordinário.

— Por que demorou tanto, Arthur? — A gentil Luciana acabou me salvando, ao desviar a atenção de todos da minha pessoa — Pretendemos fazer nossos pedidos sem você.

— Mil perdões, Luciana. — ele se desculpou, mostrando toda a gentileza que eu já conhecia — Tive um contratempo, mas já estou aqui. Podemos fazer nossos pedidos, agora.

Arthur sentou no lugar vazio ao lado do senhor Fagundes, que para o meu completo desprazer ficava exatamente de frente para mim e eu tentei manter o olhar distante de onde ele estava.

Mas eu ainda conseguia sentir o seu olhar sobre mim, assim como o do Ethan também, que não apenas parecia me encarar com o seu olhar penetrante, ele também continuava a segurar a minha mão firmemente, mesmo que eu já tivesse tentado separar a minha da sua várias vezes.

— Eu preciso ir ao toilette. — falei baixinho, para ninguém em especial e sem esperar por qualquer resposta, eu saí rapidamente da mesa.

Eu precisava sair dali, não conseguia encarar ninguém, me sentia atordoada, por ter sido pega totalmente despreparada para aquele reencontro mais do que inesperado.

Caminhei apressada entre as mesas, e seguindo mais a minha intuição que qualquer outra coisa, cheguei ao corredor onde eu tinha certeza de que encontraria algum banheiro feminino.

Eu sorri e logo o meu riso se tornou uma gargalhada, o que só contribuiu para deixar o Ethan ainda mais irritado.

— Não brinca comigo, Mariana. — ele volta a querer me intimidar — Eu não estou nenhum pouco disposto a fazer papel de idiota na frente dos meus sócios.

O seu aperto no meu pescoço ficou um pouco mais firme agora e a mão que segurava a minha cintura se inseriu um pouco na minha carne, e senti uma umidade entre as pernas, algo totalmente impróprio para o momento.

— Não há nada entre o Arthur e eu. — Eu realmente estava falando a verdade — Nem mesmo sabia o nome dele até hoje!

Ele me encarou com atenção, seus olhos me avaliando detidamente, como se em busca de algum sinal de que eu estava mentindo, ou se falava a verdade e aquela situação me deixou com a boca seca, momento bastante inconveniente para que eu fizesse o que estava prestes a fazer agora.

Eu passei a língua sobre os lábios, nervosa.

Ethan acompanhou com o seu olhar o meu gesto, e fez aquilo que eu estava desejando ardentemente naquele momento, admiti para mim mesma, ele me beijou com impetuosidade e paixão.

O beijo foi quente e lascivo, sua língua invadindo a minha boca sem delicadeza alguma e mordendo os meus lábios como se para me castigar, mas causando sensações indescritíveis e que me fizeram enlaçar os seus ombros com desejo.

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