O que ele ainda veio fazer aqui?
Não era só gostar?
Por que demonstrar tanta profundidade de sentimento?
Halina fingiu não ver, caminhou diretamente até Milena e, junto com ela, entrou no táxi.
"Halina, você tem certeza de que não está sentindo nada de estranho?"
"Seu corpo agora não pode passar por muito estresse, se sentir qualquer coisa diferente, por favor, me avise." Milena recomendou, preocupada.
Halina ouviu Milena falar como uma senhora, tagarelando sem parar, e sorriu de forma calorosa. "De verdade, está tudo bem, o bebê também está ótimo."
"Então está certo."
"Aliás, como ficou o caso da Alana? O Sr. Costa já resolveu?"
Ela passou o dia sem se atualizar e não sabia como as coisas tinham evoluído.
Milena logo começou a contar animada as novidades: "O Sr. Costa soltou uma nota logo cedo, dizendo que qualquer meio de comunicação ou pessoa que difamasse ou atacasse maliciosamente os designers da nossa empresa sofreriam ações judiciais até as últimas consequências!"
"E a Carla?"
"Ah, essa aí está se complicando. Aquela tal de Beatriz não para de se manifestar na internet, dizendo que o Sr. Costa está protegendo os funcionários da empresa e tentando prejudicar outros designers. Ela ainda respondeu diretamente ao Sr. Costa, dizendo que vai levar o processo até o fim."
Halina: …
Beatriz, essa parceira desastrosa, está querendo mandar a Carla direto para o matadouro?
Ela quase podia imaginar o desespero de Carla nesse momento.
O Sr. Costa não apresentou provas diretamente, não comprovou que o design da Alana era o original, o que surpreendeu Halina.
Apesar de ter divulgado uma nota afirmando que tomaria providências legais, ainda deu ao outro lado a chance de se desculpar espontaneamente.
Só que, pelo visto, o pessoal de lá não entendeu a generosidade de Yadson e continua insistindo no erro.
Halina segurou o braço de Milena. "Milena, hoje não vou voltar para a casa, vou dormir na sua."
Carla: "Mãe, a Halina está claramente nos evitando de propósito!"
Fernanda também estava aflita. "Vamos esperar mais um pouco."
Ela olhou para Carla. "Para de andar para lá e para cá na minha frente, já está me dando tontura."
"Como que eu consigo ficar parada, mãe? Beatriz é louca! Eu já falei para ela que não quero levar isso adiante, mas ela faz questão de aumentar a confusão. Agora pronto, me colocou numa posição impossível, se eu admitir o plágio, estou perdida, se não admitir, também estou!" Carla estava à beira de um ataque de nervos.
Ela realmente não sabia o que fazer!
Fernanda respirou fundo, tentando se manter calma. "Não pode admitir plágio de jeito nenhum, se admitir, acabou."
"E se eu não admitir, vou ficar esperando o Sr. Costa me processar?"
Ela sabia muito bem como Yadson podia ser implacável!
Se ela não mostrasse logo uma posição, Yadson podia acabar com a carreira dela nesse meio.
Só de pensar, Carla já ficava deprimida. "Mãe, a culpa também é sua. Aquela era a criação da Halina para Alana, e você teve coragem de me fazer copiar! Alana foi representar o Brasil para receber o prêmio, como que a gente ia conseguir enfrentar alguém assim?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Você é o remédio que sustenta a minha vida
Não vai actualizar?? Não tem mais capítulos?...