Ponto de vista de Logan
Eu estava paralisado.
Meu coração estava batendo muito forte, parecia que estava tentando sair do meu corpo.
Eu deveria estar de pé agora, quebrando a casa inteira, queimando a p*rra do mundo.
Mas eu não estava. Eu estava sentado nesse sofá com os punhos cerrados e um caroço do tamanho do sol alojado na minha garganta.
Eu não queria ouvir a conversa deles. Eu realmente não queria. Diante de mim tinha papéis relativos ao aumento de nossa produção de hortaliças. Eu estava tentando trabalhar, estava tentando focar nisso.
Mas então ouvi palavras que me quebraram.
'Me prometa que não vai embora.'
E foi Andrew quem disse essas palavras. Andrew pediu a Emma que não fosse embora.
Ela queria ir embora daqui? Ela queria deixar a alcateia? Queria me deixar?
Meu coração se partiu e a dor que senti quase me fez gritar.
Não.
Eu não iria deixar ela ir.
Eu faria o que fosse preciso para fazer ela ficar.
Ela não podia me deixar. Isso me mataria, quase não sobrevivi nesses quatro dias que ela ficou desaparecida.
Leon estava uivando de dor e eu não conseguia nem falar com ele agora. Eu o senti chamando Eliza. Eu esperava que ela pudesse acalmar ele, esperava que ela não quisesse nos deixar. Eu esperava que ela conseguisse parar Emma.
Se ela não pudesse, eu definitivamente faria isso.
Eu não iria deixar ela ir, ela é minha.
Ouvi alguns passos descendo as escadas e me virei para ver Andrew.
"Onde ela tá?", eu perguntei, em pânico e pulando do sofá.
Eu estava com medo de que ela saísse pela janela de novo. Eu ia ter que fazer algo em relação a isso. Eu colocaria grades nas janelas dela, ela era minha, ela não podia me deixar.
"Ela tá tomando banho e eu vou preparar o café da manhã pra ela", ele disse, caminhando em direção à cozinha.
Eu o segui com os punhos cerrados.
"Por que você a fez prometer que não iria embora?", eu rosnei para ele assim que entramos na cozinha.
Ele se virou para olhar para mim. Seus olhos se arregalaram e sua boca abriu por estar surpreso.
"Você prometeu que não iria ouvir nada, Logan!", ele disse com raiva.
"E eu não ouvi!", eu rosnei, "Eu ouvi por acaso. Eu estava muito focado no meu trabalho, mas aí eu perdi o foco e acabei ouvindo."
Era difícil para nós controlar nossos sentidos por bastante tempo. Eles são aumentados e temos que suprimi-los se quisermos ser menos simulados pelo nosso ambiente. É por isso que todos os nossos quartos na casa de carga eram à prova de som. Não tinha nada pior do que ouvir seus amigos ou família trepando. Sem mencionar o que eu faria se eles ouvissem minha companheira quando ela chegasse ao orgasmo. Os gritos e gemidos de Emma eram meus. Eu seria o único homem no planeta que conseguiria ver e ouvir ela goz*r de prazer.
Só de pensar nisso eu fiquei de p*u duro e tive que ficar atrás da p*rra da ilha da cozinha para esconder minha ereção do irmão da minha companheira.
M*rda.
Eu sou pior do que a p*rra de um adolescente. Meu p*u ficava duro nas piores situações possíveis. Nunca fiquei tão excitado só de pensar em uma mulher.
Andrew me mataria se soubesse onde minha mente estava agora.
"Como é que você não tá destruindo minha casa agora?", Andrew perguntou enquanto abria a geladeira.
"Eu tô mais com dor do que com raiva agora", eu murmurei.
Andrew se virou para olhar para mim. Ele suspirou, colocando a caixa de ovos no balcão da cozinha.
"Ela não vai embora", disse ele, cruzando os braços sobre o peito e se apoiando na ilha da cozinha.
"Como você descobriu que ela queria ir embora?", eu perguntei a ele, tentando acalmar me coração.
'Ela não vai embora', eu fiquei repetindo essas palavras.

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