Ponto de vista de Emma
"Olá, minha linda e pequena Luna", ouvi uma voz que me fez chorar.
Fechei os olhos ainda mais forte, rezando para a Deusa e pedindo para que ele não me tocasse.
"Ah, não chore", ele disse, se aproximando de mim, "Vai acabar logo. As bruxas estão quase terminando. Você foi incrível, assim como eu sabia que seria."
Eu queria que isso acabasse. Eu queria morrer. Eu não sabia o que doía mais, seus experimentos ou seus toques. Eu só queria que parasse de fazer isso.
Ele colocou a mão na minha coxa, me fazendo estremecer de medo. Eu não conseguia me afastar por causa das correntes.
"Você acha que Logan sente minhas mãos tocando o seu corpo?", ele perguntou, movendo sua mão para cima, "Você acha que ele vai sentir quando meu p*u entrar nessa doce b*ceta?"
Cerrei os punhos e um soluço mais alto me escapou.
Ouvir seu nome foi como se eu tivesse levado uma facada no meu coração. Eu sentia tanta falta do meu companheiro. Eu queria ver ele. Eu queria ouvir a voz dele. Eu queria sentir suas mãos no meu corpo.
"Não chore, linda", ele riu, afastando a mão do meio das minhas coxas, "Você vai querer que eu te f*da. Você vai me implorar pra que eu coloque meu p*u dentro de você."
Senti sua respiração em meu rosto e um arrepio percorreu pela minha espinha.
"Abra os olhos, Emma", ele ordenou.
Eu balancei minha cabeça, mas ele agarrou meu rosto e me parou.
"Abra seus olhos agora", ele rosnou.
Eu o escutei e abri meus olhos. Ele sorriu para mim, tirou o pedaço de pano da minha boca e deu um beijo na minha boca.
Meu estômago começou a se revirar e eu quase vomitei.
Ele levantou a cabeça e riu.
"Você tem um gosto incrível, linda", ele disse, "Mal posso esperar pra provar cada parte do seu corpo."
Senti lágrimas quentes deslizarem pelo meu rosto e pelo meu cabelo.
"Vou deixar você descansar", ele disse, "As bruxas estarão de volta em algumas horas."
Ele colocou o pano de volta na minha boca e piscou para mim.
Observei ele saindo da sala. Ele fechou e trancou a porta.
Chorei e fechei os olhos de novo. Eu não queria mais ficar acordada. Eu não conseguia olhar para as paredes úmidas. Eu não conseguia olhar para as correntes no meu corpo. Eu não conseguia olhar para as queimaduras, cortes e contusões.
Eu não podia mais aguentar nada disso. Eu queria deixar esse mundo para trás. Eu queria desistir. Eu queria ir.
Uma brisa suave tocou minha pele e eu franzi as sobrancelhas. O que é que foi isso? O quarto em que eu tô não tem janelas.
Abri os olhos e engasguei.
Eu não estava mais acorrentada à cama. Eu não estava mais com um pano na minha boca. Eu não estava mais naquele quarto.
Eu estava em um campo aberto. Eu podia sentir o sol na minha pele. Eu podia ouvir o som do riacho nas proximidades. Eu podia sentir o cheiro das flores ao meu redor.
Eu estava sonhando.
Olhei para baixo e não estava usando aquele jeans rasgado e sujo e nem um moletom. Eu estava usando meu vestido de verão amarelo favorito com margaridas brancas por cima.
"Emma?", uma voz que eu tanto sentia falta chamou meu nome.

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