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A Ascensão da Luna Feia romance Capítulo 41

POV: LYRIC

Jace estava na casa da matilha quando cheguei.

Contei a ele sobre o sonho estranho, mas ele apenas zombou de mim.

Procuramos minhas joias e tudo o mais que eu precisaria para a cerimônia de amanhã.

Mais tarde, à noite, fui até o escritório de Jaris. Ainda sentia aquela necessidade de contar a ele a verdade sobre o que havia acontecido cinco anos atrás. Estava ansiosa para ver sua reação, para ouvir o que ele falaria sob o motivo de ter ido embora naquela manhã.

Para minha surpresa, seu escritório estava trancado. Quando verifiquei o quarto, também estava fechado.

‘Hm. Aquilo era estranho. Normalmente, ele já teria voltado.’

Enquanto voltava para o meu quarto, esbarrei convenientemente em Marta.

— Você saiu sem me avisar. Estava lá, dormindo na mesa — falei a ela.

Ela estava tão bem-vestida quanto no jardim.

Deu de ombros, sem demonstrar o mínimo arrependimento.

— Eu tive que cuidar de algo. E não queria te acordar.

‘Ok. Aí estava a Marta insuportável que eu conhecia.’

Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, ela simplesmente se afastou.

.....

Chegou o dia que todos esperávamos. O dia que me deixava nervosa.

A cerimônia só aconteceria à noite, mas ao meio-dia já havia estilistas me atendendo.

Eles começaram pelo cabelo, o que demorou bem mais do que eu gostaria. O prenderam com grampos enquanto os maquiadores trabalhavam no meu rosto.

— Você está prestes a se tornar uma rainha da beleza, Lyric. Literalmente — disse Jace, sentado na cama, comendo batatas fritas direto da lata.

Minha mente, no entanto, estava em Jaris. Se ele realmente havia voltado na noite passada, deve ter sido depois que adormeci, porque já era bem tarde.

Eu havia ficado acordada até quase de madrugada, esperando, tentando imaginar para onde ele tinha ido e por que demorava tanto para voltar.

Mesmo de manhã, fui o procurar, mas não o encontrei. Só achei Nerion e perguntei se estava tudo bem com ele. Nerion apenas me disse para não me preocupar.

Decidi o deixar em paz, concluindo que devia estar resolvendo algo importante... coisa de homem, talvez.

À noite, já estava pronta, vestida com meu longo vestido floral vermelho.

Era o mais bonito que eu já tinha visto, e me custou uma fortuna no dia em que o comprei.

Meu cabelo estava cacheado e caía sobre os ombros. A maquiagem era em tons escuros, sofisticada, perfeita. Eu nunca tinha me sentido tão bonita.

— Meu Deus, Lyric! Meu Deus! — exclamou Jace, balançando a cabeça.

Corei, mas por dentro estava tomada pela ansiedade.

Jace segurou minha mão e me conduziu para fora do quarto, até onde os carros já nos aguardavam.

A viagem até o templo levou quase uma hora. Quando chegamos, a noite já havia caído.

— Não sei..., mas, se ele realmente quisesse que isso acontecesse, já estaria aqui — outro respondeu.

Meu coração se contorceu em dor, como se fosse rasgado por dentro. Estava sendo abandonada de novo?

Meus dedos tremiam em torno do buquê. Meu pai, sentado ao meu lado, apertou minha mão.

— Ele vai aparecer. Não se preocupe — disse com firmeza, tentando me confortar.

Mas mais uma hora se passou, e nada dele.

Os convidados começaram a ir embora. E, junto com eles, minha esperança também se despedia.

Não. Isso só podia ser um pesadelo.

Outra hora. Outra espera vazia. E ele ainda não tinha vindo. Minha mente já estava à beira do colapso.

Das centenas que encheram o salão, restavam menos de dez pessoas.

Luna Isolde havia tentado ligar para ele, mas suas chamadas não foram atendidas. Quando contatou o beta, Kael, ele respondeu apenas que Jaris não queria falar com ninguém e não queria que soubessem onde estava.

Foi quando a ficha caiu.

Estava sendo abandonada novamente. Rejeitada.

A dor explodiu no meu peito e subiu até os olhos, que se encheram de lágrimas. Não consegui as conter. Escorreram pelo meu rosto, destruindo a maquiagem perfeita.

— Lyric... — meu pai chamou, a voz carregada de pena.

Ele me puxou para o seu peito, e ali desabei. Chorei amargamente, consciente da cruel realidade: eu tinha sido rejeitada outra vez. Abandonada duas vezes... pelo mesmo homem.

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