JARIS.
Minha mãe entrou logo depois que entrei no meu quarto. Eu quase fui tentado a ordenar que ela saísse. Essa mulher raramente trazia boas notícias.
Ela fez perguntas habituais sobre como foi meu dia antes de soltar o motivo perturbador de sua presença.
— Sua irmã fugiu.
Eu estava tirando meu casaco, parei quando suas palavras me atingiram.
— Mas conseguiram encontrá-la — ela acrescenta, me acalmando.
Pelo amor da Lua, ela não poderia ter dito isso antes?
— Ótimo — murmurei, desfazendo os botões em seguida.
— Mas ela quer voltar para casa, e o asilo está pensando em liberá-la.
Como se isso não pudesse piorar.
— Mãe, por favor. — Eu me virei para encará-la. — Honestamente, não consigo lidar com a Maddy agora.
Remova um ‘d’ e o ‘y’ de seu nome e você terá louca. E nem era um insulto. Ela realmente estava louca.
— Eu sei, Jaris. Mas…
— A ultima coisa que preciso agora é da Maddy em cima de mim. Você sabe como é com nós dois.
Ela nunca para de falar sobre nosso irmão. Eu não consigo lidar com ela.
— Mas ela esteve longe por tanto tempo. Sinto falta dela, Jaris. Eu quero ela em casa.
— Você pode visitá-la sempre que quiser. Não há restrição.
— Eu sei. Mas não é a mesma coisa que tê-la aqui em casa.
Fechei os olhos enquanto me segurava na mesa para me apoiar. Eu não conseguia fazer isso. Estava tão perto de perder a cabeça.
— A Maddy não vai voltar para casa. Com os testes do Rei Alpha se aproximando, a última coisa que preciso é o tipo de distração dela. Você sabe o que ela faz comigo quando está por perto.
— Oh, Jaris… — Ela resmungou.
Realmente, o que é tão difícil de entender?
— Ela não vai voltar para casa, Mãe, pelo menos, não agora. Tenho coisas a fazer. Por favor.
Continuei a tirar minhas joias.
Minha mãe passou um pouco mais de tempo no quarto, em silêncio. Então ela bufou e saiu…
Tomei um banho e tinha mais algumas coisas para resolver antes de ir para a cama. Eu estava no meio do trabalho quando Kael apareceu, trazendo mais trabalho para a minha mesa.
— Ela está no bar. Bêbada.
Eu nem precisei perguntar para saber de quem ele estava se referindo. E era exaustivo que eu já estivesse tão acostumado com a única pessoa que era um incômodo.
— Por quanto tempo? — Eu olhei para a mesa enquanto perguntava.
— Desde que voltamos. Ela saiu do quarto quase imediatamente e esteve lá desde então.
Rosnei baixo na garganta. Sério, o que ha de errado com ela para sempre ficar bêbada?
Me levante com um grunhido e em questão de minutos, estava na entrada do bar.
O lugar estava um pouco cheio. Era noite, e era quando a maioria das pessoas tinha tempo para se divertir.
Mas Lyric estava sozinha, dormindo no balcão.
As conversas leves das pessoas diminuíram no momento em que me viram. Eles se levantaram imediatamente, alguns indo de joelhos.
M)e aproximei de Lyric, tendo uma visão mais clara de seu rosto. Ela estava dormindo com os lábios ligeiramente abertos e babando. Ela parecia uma criança.
Bufei. Essa garota tinha sido um incômodo desde o momento em que a vi.
Eu me afastei para que seu rosto estivesse livre do meu peito, pois não queria que ela sufocasse ou algo assim. No entanto, ela apenas gemeu com a perda.
Ela se contorceu na cama, inclinando a cabeça para cima. Ela murmurou mais palavras incoerentes baixo.
Estava cansativo.
Tentei me afastar, mas sua mão encontrou minha camisa novamente, me puxando de volta para ela.
— Maldição — eu xinguei.
E eu sabia que ela não era o problema. Ela estava bêbada e indefesa. Eu poderia facilmente escapar de seu aperto se quisesse. Ainda assim, aqui estava eu, me permitindo ser arrastado por ela.
‘Isso não é você, Jaris’, meu subconsciente me disse, tentando me avisar de que eu estava fazendo algo estúpido.
Eu deveria me afastar dela. Deixar este quarto e ir embora.
Em vez disso, eu queria tocar o rosto dela. Queria enterrar meus dedos em seu cabelo e inalar aquele maldito perfume de shampoo de maçã. Eu queria reivindicar seus lábios e sentir seu corpo contra o meu.
Este corpo.
Este mesmo que estava me irritando.
Pela primeira vez em muito tempo, meu coração acelerou. Isso não estava certo. Nada nunca me abalou.
No entanto, a perspectiva de estar sozinho em um quarto semi escuro com Lyric Harper era o suficiente para me tirar do conforto.
O tempo passava lentamente. Seus lábios estavam entreabertos, implorando por um convite.
‘Ela está bêbada, Jaris,’ o subconsciente maligno disse. ‘Ela não vai se lembrar de nada disso pela manhã.’
Estava certo. E mesmo que não estivesse, mesmo que houvesse uma chance de ela acordar e se lembrar do que eu fiz a ela, eu não me importava mais.
‘É apenas um gostinho.’
Eu esmaguei meus lábios nos dela.

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