[MARTA]
Marta entrou no quarto do paciente com Guinevere. Ela teve que esperar, já que o homem estava exigindo por ela e foi chamada assim que ele acordou.
— Senhor Pete. Como você está se sentindo? — Ela perguntou com um sorriso caloroso.
Ele pode ter dormido por muito tempo, mas ainda parecia tonto.
Pete desviou os olhos para Guinevere.
— Eu pedi pela mulher que me curou.
— Você pediu. E ela está na sua frente. — Guinevere franziu a testa.
O homem deu a Marta um longo olhar antes de balançar a cabeça.
— Ela não é... Ela não é.
Calafrios se espalharam pelo abdômen de Marta. Esta era a razão pela qual ela estava relutante em vê-lo. Mas Guinevere continuava insistindo, dizendo que a satisfação do paciente era importante. E não havia muito que Marta pudesse fazer contra sua superior.
Ela colocou um dos seus melhores sorrisos ao falar com ele novamente.
— Senhor, eu entendo que você esteve em coma por muito tempo. Você provavelmente está confuso e...
— Não. Eu a vi. Eu sei como ela é. Eu preciso vê-la.
A expressão de Marta caiu. Foi bom que Guinevere estivesse atrás dela e não pudesse ver a expressão azeda em seu rosto.
— Senhor Pete, muitas pessoas entram e saem deste quarto. As enfermeiras tinham que vir todos os dias para verificar você. Você provavelmente está confundindo uma delas com essa mulher. Você é meu paciente, e estou lhe dizendo, fui eu quem te tirou do coma.
Ainda assim, Pete balançou a cabeça, não convencido. Ele sabia como a médica parecia.
— Ela era linda. — ele disse, seus olhos olhando distante para o teto. — Tinha olhos verdes, rosto oval, cabelos longos. — Ele suspirou, seus ombros caindo. — Ela era muito bonita. Você não é ela.
As mãos de Marta se fecharam em punhos.
— Ele poderia estar se referindo à Lyric? — Guinevere perguntou por trás, enviando mais medo ao coração de Marta.
Ela poderia contar o número de médicos que tinham aqueles olhos, e julgando pela beleza que o homem afirmava que essa pessoa tinha, Guinevere só podia pensar em Lyric.
— Eu-eu não acho. — Marta gaguejou, virando-se para Guinevere. — Ele está apenas muito confuso. Acredito que quando ele descansar o suficiente, verá que está enganado.
Pete balançou a cabeça, querendo protestar, mas Marta colocou a mão em seu ombro.
— Você deve dormir agora, Senhor Pete.
Mas Guinevere falou novamente, complicando ainda mais as coisas para ela.
— Não se preocupe. Vou trazer a médica que tenho em mente para você amanhã. Você me dirá se era ela ou não.
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