Giorgia se sentiu ofendida.
— Está me chamando de bruxa má, é isso?
Eu me virei para Cristal e respondi me sacudindo:
— Você escolheu esse papel!
Giorgia tentou se justificar:
— Mas Bella, eu não podia deixar você e a sua mãe se aproveitarem da fraqueza do meu patrão!
Eu contra ataquei revoltada:
— Que fraqueza, hein Giorgia? Um pervertido, como você mesma disse! Eu que estou sendo explorada nessa história!
Giorgia sugeriu rapidamente:
— Então vá embora, enquanto é tempo!
— Eu amo o Alex e você tem que aceitar isso!— eu retruquei me levantando, arrastando a cadeira para trás.
Os olhinhos de Cristal brilharam de satisfação. Mas Giorgia se alterou mais.
— Ele só quis usá-la! O que ele queria já conseguiu! Será que não entende que estou pensando no seu bem também!
— Mentirosa! Você é puxa-saco dos patrões! Do Alex e dos pais dele!
Giorgia virou bicho.
— Se eu contar para o senhor Andradas e para a dona Mirtes que você está armando para dar o golpe da barriga, eles vem te expulsar daqui pessoalmente!
— Que venha! Eu não tenho medo de ninguém!— eu gritei.
Cristal virou-se para a escada e todas fizeram o mesmo, até o Theo já estava presente, tentando acalmar os ânimos.
Alex descia com o semblante fechado.
— Papai, a Bella disse que te ama!— Cristal disse empolgada.
Alex engoliu em seco e disse com a respiração ofegante:
— Isso não é verdade, filha! A sua babá só estava brincando!
— É verdade, Alex!— eu confirmei desesperada.
Alex apontou para o escritório, ordenando:
— Me espere lá, Bella, agora!
Cristal ficou triste e Theo foi lhe consolar. Eu passei para a sala do castigo e ainda lancei um olhar de ódio para Giorgia.
Alex foi atrás de mim.
— Cristal, não se preocupe, eles vão se entender!— Theo disse cochichando.
Giorgia foi para a cozinha.
— Theo, você me ensina a fazer o dever de casa? Não é muito difícil! — Cristal pediu chorosa.
Theo sentou-se ao seu lado na mesa e indagou olhando na direção do escritório:
— Você acha que ele vai mandá-la embora?
Cristal olhou na mesma direção e respondeu:
— Ele vai lhe castigar! Ela vai sair triste de lá e vai querer me deixar!
— Ela nunca faria isso!— Theo disse pensativo.
Enquanto isso, no tribunal, eu a ré, era interrogada friamente e me sentia uma criminosos, mas ali, acho até que eu era mesmo!
— Que história é essa de você compactuar com a sua mãe para me prejudicar?
Eu estava sentada, ouvindo as acusações daquele homem grande, que agora enfurecido, parecia ainda maior.
— Senhor, isso não é verdade! Giorgia tem cuidado demais!
Eu me assustei com a batida na mesa pelo punho cerrado.
— Não me chame de senhor, Bella! Deitou-se comigo, eu te fiz mulher e é por isso que estamos tendo essa conversa!
Eu só assenti.
— Diga para a sua mãe que você não é menor de idade e que eu posso acusá-la de assédio, ouviu? Posso colocar as duas na cadeia!

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