Eu me encaixei devagar para não me machucar. Era perfeito. Eu não daria chance para Alex se levantar e pegar um preservativo.
Ele estava excitadíssimo, com o meu empenho. Ele segurava os meus quadris apertando com desejo.
— Não faz assim, garota! Sabe que eu não resisto!
Eu mexi com mais intensidade, na medida em que ele gemia desesperado, sem forças para me afastar.
— Bella, deixa eu pegar o preservativo!— ele suplicou.
E sorri olhando e mexendo mais, levando-o à loucura.
— Bella, por favor!— ele insistiu.
Eu sabia que o proibido lhe atraía e logo ele iria gozar, tentando me parar.
— Não, Bella!
Foi quase um grito, mas foi o gemido que culminou com o gozo desesperado.
Ele fechou os olhos, respirando ofegante e sussurrou:
— Não quero ser irresponsável, garota! Uma coisa é tirar a sua virgindade, outra é fazer um filho em você!
Eu saí de cima dele deixando escorrer o líquido quente do seu gozo.
— O que foi?— ele ficou preocupado.
Eu não respondi, fui para o banheiro. Me olhei no espelho e tive uma sensação horrível de estar sendo criminosa.
Alex não queria me engravidar. Tudo bem, houve uns deslizes, mas não precisávamos permanecer no erro. Ele era um homem sensato e eu uma devassa, como a minha mãe!
Eu baixei a cabeça, me apoiando na bancada do lavabo e pensei que não merecia estar ali. Nem sabia mais se estava fazendo aquilo por minha mãe ou por mim. Eu me sentia tão insegura, mas até obrigar o Alex a se casar comigo, já era muita insensatez!
Ele veio por trás de mim e me abraçou carinhosamente.
— Não vamos deixar que isso aconteça mais! Não fique preocupada! Não vou estragar a sua vida! Vamos nos prevenir a partir de agora. Só nos resta esperar que não tenha acontecido o indesejável.
Eu assenti concordando. No fundo eu queria que tivesse acontecido o indesejado sim! Eu queria prender o Alex, não pelos motivos da minha mãe, mas para ser de fato sua esposa. Eu sabia que ele só queria matar a sua vontade no meu corpo, mas não queria compromisso.
Eu me virei ficando de frente para ele, e indaguei fingindo preocupação:
— E se já aconteceu? — eu quis saber.
— Seria melhor pensar que não aconteceu!
Eu insisti no assunto, era muito importante para mim:
— Mas Alex, as mulheres da minha família seguem a sina de ser mãe solteira, e eu não quero isso para mim!
Alex me abraçou para me acalmar e eu sorri satisfeita. Eu torcia para já estar grávida. Aquele homem seria só meu! A minha mãe pensava que se isso acontecesse, viria morar às custas do Alex, mas eu não permitiria. No máximo ela teria de volta à penhora da nossa casa.
Voltamos para a cama e fomos dormir. Eu me aninhei nos braços de Alex, já me sentindo vitoriosa. Já me sentia grávida!
Eu só não contava com a destreza de Giorgia, que preocupada, acionou os pais de Alex.
Alguns dias antes daquele dia que me surpreendi com a chegada do senhor Andradas e dona Mirtes, eu tive outro susto.
Acordei sentindo cólica. Eu já estava com as minhas coisas no quarto do Alex e claro que Cristal não sabia.
Desci para preparar o café da menina e chegando lá aconteceu um imprevisto.
— Não, não! Eu não posso! Ah. meu Deus!— eu falava desesperada.
Era a menstruação descendo. Escorria pelas pernas.
Giorgia olhou surpresa.
— Bella!— ela exclamou.
Eu fiquei preocupada. Isso não era bom, porque ela faria tudo para me prejudicar, na intenção intuitiva de mudar a sua história através de mim.
À noite, Alex chegou e ela contou o que aconteceu para ele, desnecessário, mas contou e ele ficou um tanto intrigado.
Acabamos discutindo no quarto.
— Você não devia nem está tirando satisfação a esse respeito comigo, Alex!— eu me queixei alterada.
— İmagino que esteja chateada, Bella, mas eu confesso que essa história me preocupa de fato! Eu não gostaria de me ver vítima de uma armadilha desse tipo, seria mesquinho!
Eu fiz um escândalo, para fugir do assunto, claro. Fui até o closet e ameacei recolher minhas coisas.
Alex foi atrás de mim e me impediu batendo a porta do armário.
— Pare com isso, Bella! Não seja tão infantil! Só estamos conversando e deixando as coisas claras aqui!
Eu me acalmei imediatamente e me fiz de vítima.
— Eu não quero estar grávida de você também, se é que me entende!
Alex se acalmou e ficou até envergonhado.
— Desculpe-me, eu sou um completo idiota, é isso! Não devia estar com um cara como eu!
Eu olhei para ele morrendo de medo que ele me dispensasse, não dava para voltar atrás!
Ele sorriu, com o jeitinho de sempre e eu me deixei levar. Eu ia tentar outra vez, mas agora estava cheia de cólicas.
— Jura que você não ficou triste! A Giorgia falou que você chorou, que não queria menstruar!
Eu saí negando, e como sempre, Giorgia saía como descompensada.
Ainda estava por vir a visita dos meus supostos sogros!

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