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A Babá e o Juiz romance Capítulo 24

Eu suspirei entristecida. E eu, o que fazia no meio daquilo tudo? Outro dia eu era só uma pirralha rebelde que nunca nem tinha beijado na boca. Tinha um namorado bobo que apenas podia pegar na minha mão e achava que íamos nos casar. Éramos filhos de famílias de classe média e ainda não sabíamos o que queríamos estudar no ensino superior. Claro que do lado do Marcelo tinha cobrança para que ele seguisse os negócios do pai, mas eu era apenas uma patricinha que crescia sem saber que teria que fazer um bom casamento através dos conhecimentos do meu padrasto. Era o que a minha mãe planejava, mas com a morte dele, veio a surpresa. Estávamos falidas e sem casa para morar.

Eu estava ali, na frente do homem que tinha a penhora da minha casa e que me deu emprego para que eu pudesse lhe pagar, mas que acabou por tirar a minha virgindade e não queria se casar e nem namorar comigo. Eu só servia para ser a sua amante!

Eu estava aceitando bem isso, porque achava que merecia por estar armando para ele se casar comigo, contra a sua vontade, claro. Eu seguia a sina das mulheres da minha família, com a diferença que eu me casaria, eu achava, mas a sina era bem diferente. Eu seria abandonada com um filho na barriga. Ai meu Deus, nem a minha mãe acreditava nisso, por Alex ser um homem público.

Ouvindo agora aqueles relatos de que Alex podia fazer como o pai, simplesmente deixar a vida pública, viver da sua fortuna e não ceder a chantagem alguma, me dava até arrepios. Eu preferia apostar que ele nunca deixaria se ser juiz por pressão!

Alex me beijou o pescoço me trazendo tranquilamente.

— Bella, ei não fica assim! Vai ficar tudo bem! A minha mãe se exalta à toa!

Eu fiquei pensativa, preocupada. Alex me contou toda a trajetória dos pais, porque ele estava sentindo que a mãe indiretamente o estava ameaçando fazer o que o sogro fez.

— Eu não vou deixar o magistrado!— ele disse de repente.

Eu suspirei, ciente de que Alex podia perder as regalias da mãe e ter que viver do salário de juiz por minha causa.

Ele segurou a minha mão e a apertou. Eu achava que ele estava com medo de ver a vida dele virar pelo avesso de uma hora para a outra, por causa de um caso à toa como eu.

Alex tomou uma decisão.

— Vamos tomar banho e descer, Eu, você e Cristal, jantar juntos!

— Minhas coisas não estão mais aqui, Alex.

Eu disse levantando da cama, Alex fez o mesmo.

— O quê!

— Sua mãe não me suporta!

Alex me abraçou.

— Eu vou resolver isso!— Ele disse nervoso.

Esse era o Alex que eu amava. Eu não conhecia outro Alex até então. Apesar de que, ele também não conhecia outra Bella, a que eu realmente era. A mulher que entrou naquela casa para dar o golpe do baú. Agora eu sabia que era muito grande os interesses da minha mãe e que eu fazia parte daquilo.

Eu fui arrumar Cristal, ela já estava no banho. Ela escolheu uma roupa e eu a ajudei a vestir. Penteei os seus cabelos loiros e ajeitei os seus cachinhos, como ela gostava.

— Você não vai se arrumar?— ela quis saber.

— O seu pai quer que eu jante na mesa com os seus avós, mas eu não tenho a menor vontade. Diga isso para ele, por favor, para evitar mais transtornos!

Cristal assentiu com a cabeça e saímos pelo corredor. Encontramos o Alex nos esperando. Ele estava de banho tomado e cheirava a colônia pós barba. Deu vontade de beijar aquela boca linda!

Alex segurou a mão da filha e eu desejei que um dia pudesse descer aquelas escadas aos olhos de todos como a sua esposa.

Os pais de Alex o esperavam à mesa.

— Vá se trocar, Bella! Vamos lhe esperar!— ele disse sério.

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