Entrar Via

A Babá e o Juiz romance Capítulo 26

Eu senti a invasão do esperma do Alex, eu tinha certeza que havia finalmente conseguido o meu propósito. Eu teria um filho do juiz e ele se casaria comigo, seríamos felizes para sempre!

Naquela noite, eu dormi feliz. Alex não se deixou abalar a princípio e dormiu abraçado comigo, mas no dia seguinte, eu levei um sermão logo de cara.

— Sabe que fomos irresponsáveis ontem, não é garota?— ele disse ao me ver acordar me espreguiçando.

Eu fiquei chateada e levantei seguindo direto para o banheiro em silêncio. Alex nervoso, ficou falando o tempo todo em que eu fazia a minha higiene.

— Um filho agora não seria bom para nenhum de nós dois, você sabe! Você é jovem demais!

— “E pobre demais!”— Eu completei em meu pensamento.

Alex segurava a porta impaciente.

— Você já imaginou ficar grávida de mim?

Eu ri pensativa:” Com certeza!”

— Eu não estou brincando, isso é um assunto sério!— Alex me repreendeu.

Eu sacudi os ombros e entrei no chuveiro.

— Eu não quero um filho agora! — ele quase gritou.

Eu desliguei o chuveiro para responder, com o meu jeito rebelde:

— Então não derrame a sua sementinha no meio das pernas das filhas dos outros!

Alex ficou boquiaberto. Acho que ele foi pego de surpresa.

— A sua mãe não lhe orienta a se cuidar?— ele insistiu.

Eu também estava afiada.

— E adianta, a sua não diz sempre para não se deitar com as empregadas!

Alex tirou os sapatos e entrou debaixo do chuveiro com roupas e me segurou o queixo.

— Está me afrontando, garota?

Eu fiquei olhando aquele homem grande, lindo, de terno debaixo d' água e apesar dele estar sentindo ódio de mim, eu me excitava com aquilo e puxei o seu quadril para perto do meu corpo.

— Eu estou! Vai fazer o que? Vai me bater? Vai me possuir a força?

Alex olhou para baixo e viu eu lhe tocando por cima da roupa molhada.

— Bella, você está brincando com fogo!

— Eu sei!— eu disse sorrindo, lhe oferecendo os lábios entreabertos.

Alex me beijou com tanto fogo que eu abri o seu zíper e logo ele estava com a parte de baixo da roupa toda no chão.

Ele acariciava o meu rosto me dando vários beijinhos curtos, enquanto eu o estimulava com movimentos de sobe e desce com o seu membro encostando no meu corpo.

Eu ficava na ponta dos pés pressionando o seu membro, depois descansava os pés e voltava, até que Alex me pegou pela cintura e me sentou na bancada.

Eu sorria ofegante, enquanto me abria para ele.

— Vem Alex, vem!— Eu o provocava.

Alex parecia um touro gigante, enlouquecido no meio das minhas pernas se encaixando desesperadamente.

Eu dei um grito de prazer na hora em que ele foi mais fundo e ele abafou com um beijo ardente.

Eu me tremia toda, só de pensar que ele não conseguia sair de dentro de mim para pegar um preservativo, ficava toda molhada.

— Bella, por favor!— ele implorou com a cabeça no meu ombro.

— Fica assim, Alex, está tão gostoso!

— Ei! O que houve? Por que está assim?

— “Por que eu te amo!”— eu gritei dentro de mim, claro!

Alex foi para debaixo do chuveiro e tentou me acalmar. Ele falava e eu me sentia pior.

— Bella, é natural que na hora do prazer, você, movida por grande excitação, acredite que me ama! Fique tranquila, eu sei que não existe amor entre nós, é só sexo!

Eu o olhei quase chorando, indignada, mas foi ele quem falou palavras que podiam ferir:

— Olhe, olhe para mim, garota! Eu tenho quase quarenta anos e tenho consciência de que um dia vai querer se casar com um jovem da sua idade!

Eu já não segurava as lágrimas, eu não segurava o choro e vieram os soluços. Foi tão humilhante! Alex foi o meu primeiro homem, eu me sentia derrotada!

Respirei fundo e saí do banho. Alex ficou me olhando surpreso.

Eu sabia que estava perdida. Agora eu tinha certeza de que seguiria a sina dolorosa das mulheres da minha família. Eu seria mãe solteira. Alex não se casaria comigo, no máximo passaria a casa penhorada para o meu nome, por causa da criança!

Eu vesti o uniforme sob o olhar vigilante do Alex.

— Está brava comigo?— ele quis saber.

Eu continuei me vestindo sem responder.

Enfim, estava pronta. Me olhava diante do espelho de parede e Alex veio por trás de mim, beijando o meu pescoço.

— Sabia que fica linda, assim, nervosinha?

— Eu me sacudi sem responder. A dor era muito grande. Eu me abri para ele. Eu disse que o amava!

— Traga as suas coisas de volta, é uma ordem!— Alex sussurrou roçando o meu ombro.

Eu suspirei resignada. Amante! Eu era apenas isso! A lei dizia que amante não podia amar, sob pena de sofrer retaliação de todos os lados. Além das bruxas, acho que até a minha mãe me julgaria como uma fraca, sem noção! Eu pensava na pena que eu pagaria, caso estivesse grávida. Me deu arrepios e eu saí do quarto quase correndo.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Babá e o Juiz