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A Babá e o Juiz romance Capítulo 46

No dia Seguinte, depois de deixar Cristal no balé, Theo foi me levar algumas guloseimas.

Eu comia ansiosa enquanto ele me relatava o pé em que as coisas andavam.

— Nossa! Ele está me procurando nas estradas? Mas se eu deixei um bilhete, é sinal de que saí por livre e espontânea vontade!

— Mas você carrega um filho dele! — Theo argumentou.

— Droga! Por que a minha mãe tinha que ter contato!

Theo deu de ombros.

— Da sua mãe se espera tudo!

Conversamos um pouco até que Theo precisou ir.

Pouco tempo depois, a pensão é invadida e o funcionário da recepção é obrigado a contar a quem o Theo visita.

Eles batem na porta e entram me empurrando.

— Senhorita Schmidt! Arrume as suas coisas, a senhorita vem conosco!

Eu senti um buraco se abrir debaixo dos meus pés.

Eram dois policiais fardados e um outro homem que parecia ter autoridade sobre eles. Eu vim a saber depois que se tratava de um delegado amigo de Alex.

— Eu não cometi nenhum crime!— eu disse irritada, mas já fui pegar minha bolsa que eu não desfiz.

— Isso é o que nós vamos ver!— o mais ousado e autoritário rebateu.

Eu olhei para o homem com uma arma na cintura e achei melhor não esticar o assunto. Passei no banheiro e recolhi o que tinha espalhado por ali.

Os homens ficaram na porta me esperando e eu ainda suspirei olhando em volta, antes de seguir pelo corredor que eles formaram para me cercar.

Eu baixei a cabeça envergonhada, quando passei pela recepção. Eu não devia nada porque paguei o mês adiantado e a chave foi deixada pelo delegado. Ele jogou em cima do balcão, depois segurou o meu braço e saiu me conduzindo até a viatura.

No trajeto de volta, eu só conseguia pensar em como iria encarar o Alex novamente.

— Me deixem na minha casa!— eu gritei apavorada.

O delegado que estava sentado no banco do passageiro, simplesmente respondeu absurdamente:

— Vou te devolver para o seu dono!

— Dono!— eu exclamei sacudindo o braço que o policial do meu lado segurava.

Nenhum deles me deu mais atenção e o carro entrou no condomínio de luxo, depois no território do meu opressor.

Alex estava de braços cruzados, me esperando.

Os meus pés se recusaram a descer. Eu estava em choque.

Eu fui conduzida para dentro de casa imobilizada pelos dois policiais. Eles entraram e foram me soltar na sala de estar.

Alex esperou os homens se retirarem para vir na minha direção.

— Que palhaçada é essa? Como ousa fugir esperando um filho meu?

Graças a Deus, Cristal desceu a escada neste instante.

— Bella! Você voltou!

A menina me abraçou feliz e Alex comunicou sério, eu diria irônico:

— A Bella, ela se arrependeu de fugir e aceitou se casar comigo.

Eu ergui os olhos surpresa e vi ódio nos olhos de Alex. Eu entendi que a minha mãe o tinha ameaçado.

— Não precisamos fazer isso!— eu disse afastando a Cristal.

A menina segurou a minha mão animada falando:

— Bella, então é verdade, você caiu do céu mesmo! A minha mãe falou!

Eu olhei para Alex, suplicando que acabasse com aquele jogo.

— Alex, por favor, não!– implorei.

Alex riu sarcástico sem descruzar os braços e disse:

— Seremos muito felizes, não é Bella? Eu tenho muita sorte de ter o seu amor!

Eu olhei para Cristal e meneei a cabeça negando, mas Alex estava decidido a me espezinhar.

— Vá Bella! Leve as suas roupas para o nosso quarto, vamos casar em breve mesmo, não é?

Eu subi cabisbaixa e Cristal abraçou o pai agradecida.

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