No dia Seguinte, depois de deixar Cristal no balé, Theo foi me levar algumas guloseimas.
Eu comia ansiosa enquanto ele me relatava o pé em que as coisas andavam.
— Nossa! Ele está me procurando nas estradas? Mas se eu deixei um bilhete, é sinal de que saí por livre e espontânea vontade!
— Mas você carrega um filho dele! — Theo argumentou.
— Droga! Por que a minha mãe tinha que ter contato!
Theo deu de ombros.
— Da sua mãe se espera tudo!
Conversamos um pouco até que Theo precisou ir.
Pouco tempo depois, a pensão é invadida e o funcionário da recepção é obrigado a contar a quem o Theo visita.
Eles batem na porta e entram me empurrando.
— Senhorita Schmidt! Arrume as suas coisas, a senhorita vem conosco!
Eu senti um buraco se abrir debaixo dos meus pés.
Eram dois policiais fardados e um outro homem que parecia ter autoridade sobre eles. Eu vim a saber depois que se tratava de um delegado amigo de Alex.
— Eu não cometi nenhum crime!— eu disse irritada, mas já fui pegar minha bolsa que eu não desfiz.
— Isso é o que nós vamos ver!— o mais ousado e autoritário rebateu.
Eu olhei para o homem com uma arma na cintura e achei melhor não esticar o assunto. Passei no banheiro e recolhi o que tinha espalhado por ali.
Os homens ficaram na porta me esperando e eu ainda suspirei olhando em volta, antes de seguir pelo corredor que eles formaram para me cercar.
Eu baixei a cabeça envergonhada, quando passei pela recepção. Eu não devia nada porque paguei o mês adiantado e a chave foi deixada pelo delegado. Ele jogou em cima do balcão, depois segurou o meu braço e saiu me conduzindo até a viatura.
No trajeto de volta, eu só conseguia pensar em como iria encarar o Alex novamente.
— Me deixem na minha casa!— eu gritei apavorada.
O delegado que estava sentado no banco do passageiro, simplesmente respondeu absurdamente:
— Vou te devolver para o seu dono!
— Dono!— eu exclamei sacudindo o braço que o policial do meu lado segurava.
Nenhum deles me deu mais atenção e o carro entrou no condomínio de luxo, depois no território do meu opressor.
Alex estava de braços cruzados, me esperando.
Os meus pés se recusaram a descer. Eu estava em choque.
Eu fui conduzida para dentro de casa imobilizada pelos dois policiais. Eles entraram e foram me soltar na sala de estar.
Alex esperou os homens se retirarem para vir na minha direção.
— Que palhaçada é essa? Como ousa fugir esperando um filho meu?
Graças a Deus, Cristal desceu a escada neste instante.
— Bella! Você voltou!
A menina me abraçou feliz e Alex comunicou sério, eu diria irônico:
— A Bella, ela se arrependeu de fugir e aceitou se casar comigo.
Eu ergui os olhos surpresa e vi ódio nos olhos de Alex. Eu entendi que a minha mãe o tinha ameaçado.
— Não precisamos fazer isso!— eu disse afastando a Cristal.
A menina segurou a minha mão animada falando:
— Bella, então é verdade, você caiu do céu mesmo! A minha mãe falou!
Eu olhei para Alex, suplicando que acabasse com aquele jogo.
— Alex, por favor, não!– implorei.
Alex riu sarcástico sem descruzar os braços e disse:
— Seremos muito felizes, não é Bella? Eu tenho muita sorte de ter o seu amor!
Eu olhei para Cristal e meneei a cabeça negando, mas Alex estava decidido a me espezinhar.
— Vá Bella! Leve as suas roupas para o nosso quarto, vamos casar em breve mesmo, não é?
Eu subi cabisbaixa e Cristal abraçou o pai agradecida.

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