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A Babá e o Juiz romance Capítulo 48

Dona Esther definitivamente era muito ousada mesmo. Conversávamos no jardim.

— Só na sua cabeça o Alex poderia concordar com um absurdo desse, mãe!

— Você pode convencê-lo facilmente!

Eu estava sem paciência com a minha mãe. O Felippo estava ansioso.

— Deixa eu morar aqui com você, Bella!— ele disse me abraçando.

Eu fiquei emocionada e a dona Esther tirou proveito da situação:

— Olha aí, até o seu irmão gostou da ideia!

Eu suspirei impaciente e desabafei:

— Mãe você não tem noção do que estou passando! O Alex se transformou, ele me odeia!

— Odeia nada! Ele está apaixonado por você, boba! Eu conheço quando um homem está caidinho por uma mulher!

Eu fiquei boquiaberta. As palavras da minha mãe mexeram comigo!

— Vou ver o que faço!— eu disse resignada.

Nesse momento, Giorgia veio lá de dentro como uma leoa feroz.

— O que está fazendo aqui, sua mãe desnaturada! Deixa a menina em paz! Não basta ter estragado a vida da menina!

Minha mãe olhou com desprezo para Giorgia e rebateu:

— Eu sou a mãe dela e você é apenas a empregada do juiz, meu genro, portanto, me respeite!

— Não, você não é mãe. Nenhuma mãe faria o que você fez! Ponha-se para fora daqui! Bella não precisa de você, ela já tem a mim!

Minha mãe riu sarcástica.

— Quando eu vier morar aqui, vou colocar você no seu devido lugar!

Giorgia me olhou surpresa.

— O juiz nunca aceitaria isso, Bella! Por favor, nem pense num absurdo desse!

Eu suspirei nervosa e olhei para Felippo penalizada.

— Eu vou tentar, mas é pelo meu irmão!

Minha mãe sorriu satisfeita e tomou a mão do filho dizendo:

— Anda garoto, se despede da sua irmã logo! Vai garoto idiota!

Eu sabia que a minha mãe tratava Felippo com estupidez para me atingir, e mais uma vez me ter como aliada no seu novo plano.

Eles saíram e eu fiquei desolada. Giorgia me entendeu. Ela me puxou pela mão e saiu falando:

— Venha Bella, não fique assim! Vamos entrar. Eu sei que você se preocupa com o seu irmão.

Eu não sabia por onde começar uma conversa com Alex a esse respeito, mas resolvi mais uma vez enfiar os pés pelas mãos.

Quando Cristal chegou da escola no final da tarde, eu subi junto com ela. Enquanto a menina tomava banho, eu conversava:

— Cristal, estou pensando em trazer minha mãe e o meu irmão para morar aqui, afinal eu vou me casar com o seu pai e não faz sentido eles morarem sozinhos, longe de mim. O que você acha? O Felippo tem a sua idade, vai gostar muito dele!

Cristal ficou eufórica e saiu do chuveiro para responder:

— Eu vou adorar, Bella! Eu vou falar com o meu pai também!

Eu sorri satisfeita, ao menos eu tinha uma aliada.

Quando Alex chegou à noite, Cristal estava jantando e aproveitou que ele veio lhe dar um beijo para tocar no assunto.

— Papai, o irmão da Bella vai vir morar aqui conosco e a mãe dela também.

Alex paralisou.

— Que história descabida é essa, Bella?— ele se alterou.

Eu comecei a gaguejar e não saiu nada, mas Cristal me salvou.

— A mãe dela quer ficar perto da filha, pai! Ela ficou sem o marido, assim como o senhor ficou sem a mamãe!

Alex suspirou impaciente e acariciou os cabelos da filha dizendo:

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