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A Babá e o Juiz romance Capítulo 62

Theo me deixou em casa e ficamos conversando na porta.

— O que pensa fazer agora, Bella? Não se precipite, eu ainda acho que o juiz te ama, ele ia casar com você!

— Porque foi obrigado, ameaçado pela minha mãe!

Theo suspirou desanimado.

— Eu acho que antes de tudo, o patrão é homem, é fraco pela carne!

— Isso é machismo, Theo! Eu sou mulher e tenho tanto desejo quanto ele, não justifica ele ter feito o que fez, depois de tudo o que passamos!

— Talvez ele quis mesmo que você engravidasse para casar com ele!

Eu abri a porta do carro ainda falando:

— Nada justifica o que ele fez!

Esse foi o ponto final da conversa com Theo, mas eu não escapei da minha mãe que me esperava acordada. Ela vestia um penhoar e tinha os braços cruzados, encostada na entrada do corredor dos quartos.

— Dormiu com o juiz, ao menos? Não caiu na lábios daquele don Juan, caiu?

— Cismou mesmo com o Max, não é?— eu rebati.

Minha mãe sacudiu os ombros e descruzou os braços, me dando passagem.

Dona Esther me seguiu falando sem parar:

— Você tem dois Andradas na mão, não é possível que vá sair desta história sozinha!

— Mãe, que horror!— eu respondi sem interromper o meu trajeto.

Minha mãe ficou parada na porta.

— Você se apaixonou pelo juiz, por isso estragou tudo, até o filho perdeu! Não está na hora de parar para pensar antes de agir? Será que não é tempo de ouvir a sua mãe?

Apesar da minha mãe ter a voz terna, eu não sentia carinho algum nas suas palavras, mesmo assim, por estar me sentindo perdida, resolvi lhe escutar.

— Qual é o plano?

Dona Esther entrou no quarto toda animada, expondo suas ideias.

— Bella, vamos ser racional, o juiz está caidinho por você, certo? Ele está viciado no seu cheio, você tem a idade ao seu favor, então precisa tirar proveito disso!

Eu engoli em seco.

— Vai me aconselhar a engravidar dele novamente?

— Claro que sim!

— Não, eu não concordo!

Minha mãe se assustou e eu continuei:

— Eu amo o Alex, mãe! Eu amo aquele homem, mas quero o amor dele, não só o desejo!

Dona Esther fez uma careta e eu questionei:

— O que foi? Estou querendo muito? Não tenho o direito e ser amada?

Minha mãe sentou-se na beira da minha cama e me trouxe junto, segurando as minhas mãos. Ela se esforçava para controlar o tom de voz para que eu pudesse lhe dar ouvidos:

— Querida, um homem como o juiz, ou mesmo como esse don juan, só pensam em sexo quando vêem uma franguinha como você! O que mais teria em você para lhes causar admiração?

Eu respirei fundo e decidi:

— Vou entrar na faculdade então! Vou fazer advocacia!

Dona Esther zombou de mim.

— Garota, você pode ser madame! Você pode ser a princesa dele, ou de qualquer um deles, não sei, eles são muito ricos!

— O que eu faço, então?— indaguei resignada.

Dona Esther sorriu vitoriosa e foi direta:

— Primeira coisa, volte a ser babá da filha dele.

Eu franzi a testa e fiquei intrigada.

— Sério?

— Exatamente! Se quer conquistar o coração do juiz, tem que atacar pelo seu ponto fraco!

Eu fiquei pensativa. Fazia sentido de fato. Ao menos, o Alex admirava os meus cuidados com a Cristal.

Dona Esther estava eufórica, pela primeira vez eu aceitava de bom grado os seus conselhos.

— Ele vai perceber a sua dedicação pela menina e vai lhe imaginar como uma esposa perfeita!

Eu fiz uma careta.

— Esposa perfeita? Tipo, casamento arranjado?

Minha mãe ficou impaciente.

— Ai menina, não dá para se ter tudo nessa vida!

Eu pensei um pouco e decidi:

— Está bem, vou voltar a ser a babá perfeita, candidata a mãe e esposa, mas não vou ser amante!

Minha mãe se deu por satisfeita e aplaudiu.

— Ótimo! Já é um começo! Ficar aí sem lutar pelo homem que você ama, é que não pode! Levante a cabeça e vá à luta!

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