Eu subi desesperada para sair logo da presença de Alex e ele ficou falando sozinho:
— Nossa! Ela sabe contar história! İsso é surpreendente!
Eu abri o livro e comecei a folhear.
— O que quer que eu leia para você?
Cristal bocejou e respondeu se ajeitando na cama.
— Qualquer coisa me serve, estou com sono mesmo!
Eu ri lhe fazendo carinho nos cabelos tão loiros e macios!.
— Você jantou cedo. Não quer que lhe traga um copo de leite?
A pequena Cristal segurou minha mão e disse carinhosa:
— Eu só quero dormir segurando a sua mão!
Eu fiquei penalizada. Cristal era tão carente!
— Está bem! Chega mais pra lá que eu vou me deitar com você, só espero não acabar dormindo aqui!
A menina sorriu com os olhinhos pesados de sono e se afastou para me dar lugar na cama.
E não é que acabei adormecendo! Já era de madrugada quando desci as escadas e para a minha surpresa, Alex estava no bar. Eu me aproximei e vi que estava muito embriagado.
— Bella! Pensei que nunca voltaria de lá!— ele disse sorrindo, com a voz de embriaguez.
Eu pensei em levá-lo embora dali e tirei o copo da sua mão.
— Senhor, acho que já bebeu demais!— eu disse séria.
Alex ria e o seu corpo não se segurava de pé.
— Me leva para a sua cama, Bella!
Eu olhei para os degraus e imaginei que ele não suportaria subir as escadas.
— Venha! Vou levá-lo para o meu quarto, mas não me culpe amanhã por isso!
Alex se apoiou em mim e com muita dificuldade eu consegui levá-lo para o meu quarto. Ele se jogou na minha cama.
Eu vesti uma das minhas camisolas de adolescente mesmo e deitei do seu lado. Ele me abraçou.
— Eu quero você!— ele disse roçando o meu pescoço.
Eu o empurrei aborrecida.
— Devia estar satisfeito! Não dormiu com a doutora Lívia? Eu só servi para despertar o seu lado devasso!
Ele voltou sorrindo. Mal conseguia abrir os olhos!
— Bobinha, você foi lá e estragou tudo!
— Eu estraguei tudo?— eu indignada.
Alex ficou por cima de mim.
— Você disse que estava pronta para se entregar, não consigo parar de pensar nisso!
Eu o empurrei com força. Ele caiu da cama rindo de alegre.
Eu me levantei nervosa e falei quase chorando:
— Você disse que não estava preparado! Você não precisa mais do meu corpo! Você tem muitas mulheres para lhe satisfazer!
Alex voltou para cima da cama com dificuldade e começou a se despir.
— Não! Eu não quero que seja assim!— eu protestei.
Ele não me deu ouvidos e continuou até ficar totalmente nu.
Eu fiquei paralisada vendo a sua ereção.
— Vem! Senta aqui!— ele disse se espalhando na cama.
Eu fechei os olhos lembrando da minha mãe, dos planos sórdidos dela e tirei a minha camisola de menina moça. Ainda tinha a calcinha com estampa de joaninha.
— Tira tudo!— Alex disse fechando os olhos.
Eu vi o membro dele perdendo a ereção, enquanto ele adormecia e eu suspirei aliviada. Eu não queria que a minha primeira vez fosse daquela forma e nem tinha certeza se queria que fosse com Alex.
Me vesti, me ajeitei até que coubesse do seu lado e adormeci. No dia seguinte, acordei sentindo alguém me puxando o braço e quando abri os olhos, vi Giorgia.
— Menina! Perdeu a hora!


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Babá e o Juiz