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A babá sequestrada pelo alfa romance Capítulo 17

O banheiro estava frio demais.

Liana apoiou as mãos na pia, respirando com dificuldade, os olhos fixos no próprio reflexo. O rosto estava corado, os lábios inchados, o peito subindo e descendo rápido demais. O barulho da boate parecia distante agora, abafado pelas paredes e pelo tumulto dentro dela.

Tudo estava errado.

Tudo estava confuso.

Como assim aquele cara era o irmão de Dante?

Ele era um lobo também?

E o jeito que ele disse que voltaria por ela… Ela já tinha escutado aquilo antes já tinha escutado aquela voz antes…

“O lobo ruivo…”, pensou, engolindo em seco.

— Não… Não… Não não, não! — repetia enquanto se encarava no grande espelho, o corpo inteiro tremendo.

Ela abriu a bolsa com dedos trêmulos e puxou o celular, procurando o nome de Babi na tela. Precisava da amiga, precisava sair dali, precisava… fugir de novo.

Antes que conseguisse tocar na tela, a porta do banheiro se abriu com força.

— Guarda essa merda.

A voz de Dante atravessou o ambiente como uma lâmina.

Liana se virou num sobressalto.

Ele estava ali.

Alto. Tenso. Os olhos vermelhos brilhando na luz branca do banheiro, o maxilar travado, a respiração pesada demais para alguém que só tinha entrado em um cômodo.

— Sai daqui — ela disse, tentando soar firme. — Você não pode entrar aqui, é o banheiro feminino!

Mas o corpo a traiu.

O coração acelerou ainda mais.

Algo nela… queria que ele ficasse.

— Engraçado — Dante respondeu, fechando a porta atrás de si. — Ia se importar se fosse meu irmão invadindo? Acho que não, já que tava se esfregando nele uns minutos atrás.

A raiva na voz dele era crua. Ciúme. Saudade. Fúria contida por um fio.

— Não é da sua conta! — Liana rebateu, dando um passo para trás. — Eu me esfrego em quem eu quiser! Não temos nada!

Dante sorriu.

Um sorriso perigoso.

— Gostou do beijo? — perguntou, caminhando lentamente em direção a ela, como um predador que já sabia que a presa não tinha para onde correr. — Foi melhor que o nosso?

— Fica parado aí mesmo! — ela sussurrou, o corpo recuando sozinho.

Mas Dante não se importou, sua voz estava mais grossa, o lobo e o homem se misturando, o ciúmes correndo como fogo nas veias.

— Ele é melhor do que eu? — ele continuou, cada passo reduzindo o espaço entre eles. — Acha que ele vai te foder melhor do que eu?

— Eu não sou sua! Você não tem nada a ver com quem eu beijo, nem… Nem… — Liana disse, mas a voz saiu fraca demais para convencer até a si mesma e ela nem conseguiu terminar.

Suas costas bateram contra a parede, não havia mais para onde ir, estava encurralada.

Dante parou a centímetros dela.

O cheiro dele a envolveu por completo. Forte. Quente. Familiar de um jeito que a apavorava.

Liana não conseguiu negar, não conseguiu fechar os olhos enquanto gemia encarando os olhos vermelhos enquanto sentia o maior prazer que sentiu em sua vida.

— D… Dante… — gemia o nome dele enquanto os dedos dele se curvaram dentro dela. — Ah porra!

Estava quase gozando quando ele parou, o alfa tirou os dedos dela e os levou a boca chupando-os com todo gosto, e Liana pensou que iria enlouquecer completamente com aquela visão.

— Você só vai gozar no meu pau, pra lembrar do que eu te disse — falou, com um sorriso cruel, então a puxou da pia e a virou tão rápido que ela nem pensou em reagir.

A ruiva não se reconhecia, desistiu de lutar e agora só queria ele, ele dentro dela lhe dando prazer o que ela desejou todos aqueles dias. Liana empinou a bunda e Dante sorriu quando ela o olhou por cima do ombro, necessitada, os cabelos ruivos espalhados no mármore branco da pia.

Os dedos dele trabalharam rápido para desfazer os botões e o zíper e seu pau se encaixou na boceta dela com um calor delicioso que quase o tirou de orbita. O alfa enrolou as mãos nos cabelos vermelhos, os puxando com força, forçando Liana a encarar o grande espelho vendo o reflexo dela mesma ali, curvada, o vestido erguido, a bunda colada na virilha dele, que sorria com caninos afiados a mostra e olhos vermelhos.

— Fique olhando pra porra desse espelho — ordenou, empurrando mais, entrando bem devagar. — Quero que veja enquanto o seu homem te fode, para nunca mais querer nem olhar pra outra pessoa — então entrou nela de uma vez fazendo-a gritar de tesão.

Dante era selvagem, e enquanto se movia num vai e vem faminto, tua mão livre alcançou o clítoris dela massageando no mesmo ritmo fazendo Liana revirar os olhos de prazer. Ele não estava muito diferente dela, seu pau pulsava, o lobo e o homem se confundindo enquanto, pela primeira vez, experimentava o paraíso que era estar com sua destinada.

Os gemidos dela ficaram mais altos, Liana esqueceu do mundo la fora enquanto sentia o orgasmo se formar no baixo ventre. Dante soltou os cabelos dela e segurou seu pescoço, erguendo o corpo dela, colando as costas de sua companheira no seu peito, inclinando o rosto para ela beijando-a com fome desejo.

— Goze pra mim amor… Agora — mandou sentindo o corpo dela se retesar e engolindo o último gemido dela antes do orgasmo.

O ápice dele veio no mesmo momento enquanto se beijavam e chegavam juntos no ponto mais alto do prazer. A realidade o atingiu com força enquanto gozava, já esteve com muitas mulheres inclusive com uma que achou ser seu grande amor mas nunca sentiu nada como aquilo, nem perto nada nunca foi tão bom, tão gostoso tão quente.

Quando tudo finalmente desacelerou, quando o silêncio voltou a se infiltrar no banheiro, Liana não disse nada, não conseguia, estava tentando recuperar o fôlego ainda sentindo ele pulsar dentro dele. Seu vestido estava em frangalhos e seu corpo estava deitado sobre o mármore, olhando aquele homem suado, ofegante e encarando-a como se ela fosse a melhor e mais bonita coisa que ele já viu na vida.

— Você é minha — Dante disse, com uma calma assustadora. — E eu não vou perder você de novo.

Foi então que, antes que ela respondesse, a porta se abriu de repente.

— AI MEU DEUS!

O grito de Babi ecoou pelo banheiro.

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