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A babá sequestrada pelo alfa romance Capítulo 18

— D-desculpa… desculpa mesmo…

A voz de Babi saiu atropelada enquanto ela fechava a porta do banheiro às pressas, o rosto em chamas, o coração quase saltando pela boca. Ela não conseguia nem formular um pensamento direito. Só queria desaparecer.

“Meu Deus, bão acredito que atrapalhei a foda da minha amiga…”

A imagem se repetia na mente dela como um looping maldito que a deixava cada vez mais vermelha e envergonhada.

Babi deu dois passos apressados para trás, ainda sem coragem de olhar para a porta, quando esbarrou em algo, ou melhor, alguém.

— Ai! Me desculpa! — disse automaticamente, erguendo o olhar. — Porra, hoje eu tô um desastre atrás do outro!

E congelou.

O homem à sua frente era alto, forte, absurdamente bonito de um jeito que parecia errado para aquele momento. Tinha o maxilar marcado, olhos escuros atentos demais, o corpo tenso como se estivesse à beira de um ataque.

Ele a encarava como se tivesse sido atingido por um choque.

Como se o mundo tivesse parado.

Mason não conseguia respirar.

O cheiro.

Doce. Quente. Delicioso.

E vinha dela.

O coração dele disparou com violência, o lobo dentro de si acordando num sobressalto brutal.

“Companheira.”, seu lobo Atlas rosnou, e os olhos do beta ficaram levemente amarelados enquanto tentava se conter. “Encontramos nossa companheira!”

O pensamento veio absoluto, impossível de negar.

— Você… — Mason murmurou, a voz rouca. — Você é minha companheira.

Babi piscou.

Uma vez.

Duas.

— O quê?

Ela deu um passo para o lado, tentando passar por ele.

— Olha, eu não sei quem você é, mas você claramente tá bem bêbado, falando essas coisas esquisitas. Acho melhor ir pra casa viu cara?

Mason reagiu por instinto.

A mão dele se fechou em torno do braço dela antes que pudesse pensar melhor.

— Espera — pediu, a voz carregada de algo que ele nunca tinha sentido antes. — Você não vai a lugar nenhum.

Tudo o que ele sempre condenou, tudo o que sempre criticou em Dante.

Agora estava ali.

Batendo no peito dele.

“Uma humana.”

O lobo rosnou dentro dele, dividido entre negação e desejo.

***

Dentro do banheiro, Liana finalmente voltou a si.

O silêncio parecia ensurdecedor agora.

Ela ajeitou o vestido com mãos trêmulas, o rosto ainda quente, o corpo inteiro sensível demais para o próprio gosto. Quando tentou se mover, percebeu o detalhe que a fez fazer uma careta de irritação estava sem calcinha agora. Olhou o tecido jogado no canto completamente rasgado, e suspirou.

— Droga… — murmurou.

Respirou fundo, tentando se recompor.

— Eu preciso ir embora — disse, sem olhar para Dante, tentando ajeitar a roupa. — Agora.

Dante estava encostado na parede, os braços cruzados, o olhar intenso demais para um espaço tão pequeno.

— Nós vamos embora — corrigiu. — Você vai voltar comigo.

Ela ergueu o olhar num sobressalto.

— Nem morta eu volto pra aquele lugar.

O alfa a encarou com certa impaciência, infelizmente a deusa da lua o abençoou com uma companheira teimosa, mas aquilo não o impediria.

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