Babi estava parada no meio do cômodo, de braços cruzados, andando de um lado para o outro como um leão enjaulado. O tapete macio sob seus pés não ajudava em nada a acalmar o turbilhão que girava dentro dela. Tudo naquela casa parecia errado: grande demais, quieta demais, cheia demais de segredos que ninguém se dava ao trabalho de explicar direito.
E Mason estava ali.
Parado a poucos passos dela, encostado na porta, os braços fortes cruzados sobre o peito, o maxilar travado, os olhos atentos demais. Ele parecia uma muralha, sólida, irritante… e absurdamente difícil de ignorar.
— Quem você pensa que é? — Babi disparou, quebrando o silêncio. — Não pode simplesmente me trancar num quarto, aparecer do nada e achar que tá tudo bem!
— Eu não disse que estava tudo bem — Mason respondeu, a voz baixa, controlada demais.
— Ah, claro que não — ela rebateu, rindo sem humor. — Realmente, você não disse NADA. Vai ficar ai me encarando como um abutre até quando?
Ela parou de andar e o encarou, sentindo o coração bater rápido demais sem saber exatamente por quê. Estava irritada, cansada, confusa… e estranhamente atordoada com a proximidade dele.
— Você me assusta — ela continuou, apontando o dedo. — Você, essa casa, esse lugar inteiro… Vocês são todos malucos!
Mason deu um passo à frente.
Só um.
Mas foi o suficiente para o ar entre eles mudar.
— E você fala demais — ele murmurou.
— Vai se ferrar — Babi respondeu no automático, mas a voz saiu menos firme do que gostaria.
Ela abriu a boca para continuar, para xingá-lo de novo, para gritar se fosse preciso…
Mas não conseguiu.
Porque Mason estava muito perto agora.
Perto demais.
Ela sentiu primeiro o cheiro dele, algo quente, limpo, intenso, que não combinava em nada com o caos que ele representava. Depois veio a sensação estranha no estômago, um frio que descia pela espinha e se espalhava de um jeito que a deixava irritada consigo mesma.
— Para de me olhar assim — ela reclamou, desviando o rosto.
— Assim como? — ele perguntou, a voz ainda mais baixa.
— Como se eu fosse… — ela hesitou, irritada com a própria hesitação. — Uma ovelha e você o lobo que quer comer a ovelha.
Os olhos dele brilharam em amarelo por um segundo rápido demais para ser ignorado.
Mason prendeu a respiração.
Atlas rugia dentro dele, impaciente, exigente.
“Ela é nossa.”
A boca dele percorreu a pele dela com uma mistura de beijos e mordidas quentes, e a respiração dele já vinha descompassada, o corpo inteiro tenso. Babi sentiu as pernas falharem por um instante.
— Foda-se… — ele murmurou contra a garganta dela, empurrando-a para trás até encostá-la na parede do quarto.
A mão dele desceu pelas costas dela, apertando sua bunda com força antes de deslizar pela coxa nua. Ele levantou uma perna dela com uma facilidade absurda, encaixando-se no meio sem cerimônia.
Ela sentiu o pau dele, duro, pressionando contra a calcinha dela por baixo do tecido do vestido minúsculo que usava. Ele roçava ali, sem vergonha nenhuma, e ela gemeu alto, as costas se arqueando, querendo mais.
— Você vai me deixar louco — ele rosnou, as palavras vibrando contra a pele dela.
— Então enlouquece logo, seu idiota — Babi retrucou, agarrando a camisa dele e puxando para cima.
Ele tirou a camisa como se fosse rasgar, jogando-a no chão sem nem olhar. O corpo dele era um mapa de músculos definidos, quente, firme, e ela não pensou duas vezes antes de passar as mãos por cada pedaço de pele disponível.
— Eu devia parar… — ele disse entre dentes, mas já empurrava a blusa dela para cima.
— Então para… — ela provocou, com um sorrisinho — ou me fode de uma vez.
Mason grunhiu.
E Atlas rugiu mais alto na mente dele.
“Marque-a… Marque AGORA!”

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