Mason puxou o vestido dela pela cabeça e jogou no chão, as mãos indo direto para os seios dela, apertando com uma mistura de desejo e frustração. Os dedos buscaram o fecho do sutiã e, quando soltaram, a boca dele desceu imediatamente, chupando um dos mamilos com uma força que arrancou um gemido alto de Babi.
— Ah, porra… — ela sussurrou, jogando a cabeça para trás.
Normalmente não transava com malucos que a sequestraram, muito menos quando o maluco em questão, segundo sua amiga, era um lobisomem, mas não estava pensando bem naquele momento.
Ele lambeu, mordeu, chupou, alternando entre os seios como se estivesse faminto.
Ela mal conseguia pensar, estava quente, tonta, molhada demais.
A calcinha dela já estava encharcada, e ele ainda nem tinha encostado ali de verdade.
Mas então ele desceu a mão, chegando a calcinha e a afastando para o lado, os dedos roçando na pele quente e úmida de Babi, que gemeu manhosa. Os dedos encontraram a buceta quente e molhada, e o som que ela fez foi mais um gemido do que uma palavra.
— Caralho… — ele murmurou contra o peito dela. — Você tá toda molhada.
— Que culpa eu tenho se você é gostoso pra caralho? — respondeu, arfando.
Os dedos dele deslizaram entre os lábios dela, tocando direto no clitóris, fazendo o corpo dela tremer. Babi se apertou contra ele, os quadris rebolando na mão dele, querendo mais, querendo tudo.
E Mason estava quase perdendo o restinho do controle que tinha.
O pau dele pressionava com força, pronto, duro, pedindo, não, implorando, para estar dentro dela. Babi sentiu ele abrir o botão da própria calça, a respiração dele tão pesada quanto a dela. Estavam no limite.
Um segundo.
Um movimento.
E ele estaria dentro dela.
Mas então…
Ele parou, de repente.
Como se uma corrente tivesse puxado ele para trás.
— Não. — A palavra escapou dele como um rosnado. — Não.
— O quê?! — Babi arfou, confusa, com a respiração descompassada, os olhos arregalados. — Você tá de sacanagem?!
Mason afastou as mãos. O corpo dele estava trêmulo, ele se afastou mesmo assim, os olhos brilhando num amarelo intenso, o peito subindo e descendo com esforço.
— Eu… não posso — ele disse, como se estivesse implorando para si mesmo.
— Vai tomar no cu, seu maluco! — ela gritou, tentando alcançar o vestido no chão enquanto o corpo ainda ardia por dentro. — Tu me deixa assim e depois FOGE?!
Ele virou de costas, abrindo a porta num movimento brusco.
— Fica longe de mim — disse, quase rosnando.
E saiu.
A porta bateu atrás dele como um trovão.
— VOLTA AQUI, SEU IDIOTA! — Babi berrou, esmurrando a madeira. — QUEM VOCÊ PENSA QUE É PRA FAZER ISSO?!
Do lado de fora, Mason encostou a testa na porta, tentando ajeitar a calça com as mãos trêmulas percebendo que deixou a camisa la dentro..
O coração dele parecia querer sair pela garganta.
Atlas rugia.
“Você não pode rejeitá-la.”
— Cala a boca — ele sussurrou, os olhos queimando em amarelo. — Cala a porra da boca…
Mas era inútil.
Ele sabia.
Sabia com uma clareza cruel que estava perdido.
***
No outro extremo da mansão, o silêncio era diferente.
Liana fechou a porta do quarto de Kian com cuidado, certificando-se de que o menino dormia profundamente antes de se afastar. Caminhou pelo corredor devagar, os passos quase sem som, a mente girando em círculos.
Tudo naquela casa parecia grande demais para ela.
Grande demais para suas certezas pequenas.
Foi quando passou por uma porta entreaberta.
A luz suave escapava pelo vão, e algo a fez parar sem entender exatamente o motivo. Liana se aproximou com passos cautelosos e espiou para dentro.
Dante estava sentado na cama, sem camisa, os cabelos escuros ainda molhados, gotas escorrendo pelo peito forte enquanto ele encarava algo em suas mãos. Um porta-retratos. A expressão dele estava distante, pesada, diferente do homem dominador que ela conhecia. Havia algo ali… vulnerável.

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