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A babá sequestrada pelo alfa romance Capítulo 8

Liana não lembrava exatamente quando perdeu a consciência.

Só lembrava do frio, da água, do peso esmagador nos pulmões.

E então… braços.

Braços fortes a envolvendo, segurando-a contra um peito que parecia quente demais para ser real. Um cheiro intenso, selvagem, familiar, misturado à floresta e à fúria.

— Fica comigo — uma voz ecoava, distante, desesperada. — Não fecha os olhos… por favor…

Depois disso, só escuridão.

***

Quando voltou a si, foi por poucos segundos.

O mundo girava, as luzes passavam borradas acima de sua cabeça. Ela sentia o corpo sendo sacudido de um lado para o outro, sentia o balanço apressado de passos longos, sentia o coração de alguém batendo rápido demais contra seu ouvido.

Dante.

Mesmo sem entender como sabia, ela sabia, sabia que era ele.

Tentou falar, mas não conseguiu, o corpo pesado demais, os músculos fracos demais. A dor latejava em ondas, especialmente no ombro e na perna, onde a pele estava rasgada em feridas grandes que com certeza precisariam de pontos.

— Aguenta — Dante murmurava, a voz rouca, carregada de algo quase animal. — Já estamos chegando.

Ela desmaiou de novo.

***

Dante atravessou as portas da mansão como uma tempestade.

Empregados se afastaram às pressas ao vê-lo chegando com a humana desacordada nos braços, o corpo dela mole, ensanguentado, o cabelo grudado no rosto pálido. O olhar de Dante era puro ódio, os olhos ainda brilhavam em vermelho, a respiração pesada, o lobo rondando a superfície.

— Saiam da frente, porra! — rosnou.

Ninguém ousou questionar.

Ele subiu as escadas sem diminuir o ritmo e entrou direto no quarto de hóspedes, deitando Liana com extremo cuidado sobre a cama. O contraste entre a brutalidade com que havia chegado e a delicadeza com que a colocou ali era quase assustador.

— Chame uma ômega — ordenou a uma empregada que tremia perto da porta. — Agora! Quero roupas limpas, também uma enfermeira para fazer curativos, e alguém de guarda aqui. Ninguém entra, ninguém sai sem minha permissão.

— S-sim, alfa… — ela respondeu, saindo quase correndo.

O alfa ficou ali por alguns segundos, observando o peito de Liana subir e descer de forma irregular. O cheiro de sangue misturado ao dela fazia o lobo dentro dele urrar de ódio.

Ela tinha sido atacada, dentro de seu território.

“Quem fez isso tem que morrer…”, Hades urrava na cabeça dele, ameaçador.

Isso não era apenas um ataque a um humano, era uma afronta a autoridade de alfa dele.

Virou-se abruptamente e saiu do quarto, descendo os corredores com passos duros, até encontrar Mason no final da ala leste.

— Foi alguém da alcateia — disse, sem rodeios, a voz vibrando de fúria. — Alguém atacou a humana.

Mason franziu o cenho, cruzando os braços.

— Você não pode afirmar isso sem provas.

— Ela foi caçada, Mason — Dante rosnou. — Mordidas. Arranhões. Isso não foi um acidente.

O beta suspirou, visivelmente incomodado.

— Os lobos estão inquietos — respondeu. — Muitos não concordam com a presença dela aqui. Você sabe como isso funciona, quando algo estranho entra no território, os instintos falam mais alto.

Dante ficou imóvel.

— O que você está dizendo?

— Estou dizendo que talvez… — Mason hesitou, escolhendo as palavras — talvez o lugar dela nunca tenha sido aqui. Se a humana é fraca demais para aguentar, então…

O mundo pareceu parar.

No segundo seguinte, Dante avançou.

Ele agarrou Mason pela gola da camisa com uma força brutal, os dedos afundando no tecido quase rasgando, e o puxou corredor adentro sem aviso.

— DANTE! — Mason gritou, tentando se soltar. — Você enlouqueceu?!

— REÚNA A ALCATEIA! — berrou, a voz ecoando pelos corredores como um trovão. — AGORA!

Empregados se espalharam, o alarme silencioso correndo de boca em boca. Portas se abriram, lobos surgiram de todos os lados, confusos, alertas.

O alfa continuou arrastando Mason até os jardins centrais.

Capítulo 8: A lei do alfa 1

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