Os seguranças se curvaram em respeito, enquanto Patrick, com os olhos vermelhos de raiva, apontou diretamente para Carla:
"Prendam ela."
O rosto de Carla empalideceu ligeiramente; ela tentou dissuadi-lo:
"Patrick, você não pode simplesmente usar a violência, isso está errado!"
O tom repreensivo, quase maternal, de Carla só fez aumentar a fúria de Patrick.
"Você realmente acha que é minha mãe? Só meu pai tem o direito de mandar em mim! Seguranças, joguem ela imediatamente no porão da casa, e a tranquem lá!"
"Senhorzinho," murmurou um dos seguranças, nervoso, "esse porão é onde o Diretor Henriques guarda os vinhos antigos, lá dentro falta oxigênio..."
"Meu pai contratou vocês para me obedecer! Se disserem mais uma palavra, vão para o porão junto com essa babá nojenta!"
Patrick estava decidido a dar uma lição em Carla.
O coração de Carla já estava em pedaços pelas palavras cruéis do filho; a dor a consumia por dentro. Ela já esperava por esse desfecho, pois sabia que o filho não acreditaria nela — só Sílvio poderia convencê-lo.
Ela mordeu os lábios e disse:
"Patrick, espere seu pai voltar, pergunte a ele e você saberá a verdade!"
Mas Patrick já não queria ouvir. Os seguranças arrastaram Carla até o porão, sob a escada, e a empurraram para dentro.
"Senhora, não nos culpe, só estamos cumprindo ordens do senhorzinho."
Depois de dizerem isso, os seguranças fecharam a pesada tampa de ferro do porão. Carla ficou mergulhada na escuridão úmida e fria.
O ar rarefeito agravou sua febre. Sua cabeça ficou cada vez mais pesada, e respirar tornou-se uma tarefa dolorosa.
Será que ela morreria ali...?
Sílvio havia terminado a última reunião do dia e se preparava para voltar para casa. Lembrou-se do comportamento inconsistente de Carla na antiga mansão e ligou para um subordinado:
"Vá buscar a Noemi e traga-a para o CLUBE ALEGRIA, quero companhia para beber."
Mas Noemi retornou a ligação:
"Diretor Henriques, não estou com ânimo para beber. Hoje sua esposa me expulsou de casa!"
"O quê?" Sílvio franziu a testa.
Noemi continuou:
"Eu já disse, não vou ser amante de ninguém. Só aceitei o trabalho porque me prometeu pagamento justo, mas sua esposa nunca me aceitou."
"Entendi, eu vou resolver isso."
Tum... tum...
A força foi diminuindo, o som, enfraquecendo.
Carla sentiu-se sendo sugada para um abismo sem fim, seu corpo cada vez mais leve...
Ela esboçou um sorriso frágil.
Pensou consigo mesma:
"Se eu morrer aqui, você sentiria minha falta? Por um segundo? Meio segundo?"
"Mas você não sentiria. Você ama sua musa idealizada, ama sua canária dourada, mas só comigo... é implacável..."
Sua mão caiu, sem forças, e ela desabou nos degraus frios do porão.
Do lado de fora, Sílvio havia vasculhado a mansão inteira sem encontrar Carla!
Lembrou-se do olhar furtivo de Patrick, desceu rapidamente e voltou à sala, segurando o filho que tentava fugir.
Perguntou em tom severo:
"Patrick, onde está a Carla?"

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