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A Esposa Desaparecida romance Capítulo 188

Tiago foi despertado por uma dor latejante na cabeça. Ao abrir os olhos, o lustre de cristal no teto girou, deixando-o tonto.

A ressaca o atingiu com força total. Ele ficou ali, atordoado, por pelo menos meio minuto.

Seus dedos tocaram a testa inconscientemente e, ao se lembrar de algo, um sorriso autodepreciativo surgiu em seus lábios, deixando apenas um gosto amargo.

Um banho frio finalmente clareou sua mente confusa.

Ele saiu do banheiro enrolado em um roupão e viu Peter, já vestido, sentado confortavelmente no sofá do quarto, brincando com um isqueiro de metal.

— Oi — disse Peter primeiro, seu olhar percorrendo o rosto dele com uma surpresa exagerada. — Essa sua pomada é milagrosa. O inchaço de ontem à noite sumiu, hoje quase não dá para ver nada. Só sobrou esse roxo no canto da boca para manter a pose.

Tiago não respondeu, apenas lançou-lhe um olhar, a voz ainda rouca de quem acabara de acordar:

— Você não foi embora?

— Você bebeu até virar uma poça de lama. Se eu fosse embora, quem recolheria seus restos? — Peter ergueu uma sobrancelha, o tom displicente. — É claro que eu fiquei para "cuidar" de você.

— Você acha que eu vou acreditar nisso? — Tiago jogou a toalha que usava para secar o cabelo no braço do sofá, apertou o cinto do roupão e o encarou com desconfiança.

Peter riu baixo, sem se defender, e mudou de assunto:

— Vai para a empresa hoje? Se for, pego uma carona com você. Se não, peço para o meu motorista vir me buscar.

— Está investigando minha agenda? — O tom de Tiago esfriou, e ele se virou, caminhando em direção à porta.

— Não pense besteira — acrescentou Peter, atrás dele. — Só não quero perder tempo esperando um carro.

— Não vou. — As duas palavras foram ditas no momento em que a figura de Tiago desaparecia pela porta do quarto.

Antes que terminasse de falar, ela entrou com um enorme buquê de rosas vermelhas, cujas pétalas, vibrantes e frescas, eram especialmente chamativas.

Isabela ergueu os olhos do desenho, seu olhar passou pelo buquê e ela pegou um cartão que estava entre as flores. Havia apenas uma frase: [Cinco anos, quatro meses e dezoito dias desde que te conheci.]

Ela segurou o cartão, a expressão impassível. Apenas o colocou de volta no buquê e disse a Emma:

— Devolva as flores para o Grupo Nunes. E, além disso, encomende um buquê de crisântemos brancos e mande para lá.

— Crisântemos brancos? — Emma sentiu um frio na espinha. As palavras a fizeram entender a situação imediatamente, mas ela não fez mais perguntas e assentiu na hora. — Certo!

Ao se virar, ela não resistiu a fazer um gesto de admiração para Isabela com o polegar. Aquela calma e decisão eram realmente impressionantes.

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