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A Esposa Desaparecida romance Capítulo 345

Estela concordou imediatamente, elevando a voz de propósito.

— Mas é claro! O nosso Seven, quando crescer, com certeza será o melhor de todos. A tia acredita em você!

Isabela olhou de relance para Seven.

O menino tinha uma expressão de desafio no rosto, uma graça que a fez sorrir.

Ela colocou um pouco de verdura no prato dele, tentando conter o riso.

— Você está chateado?

Seven fez um bico e resmungou:

— Eu sei desenhar, mas a irmãzinha disse que não.

Estela, ao ouvir isso, assumiu uma expressão séria para defendê-lo.

— A irmãzinha não entende nada, está falando bobagem! O nosso Seven é como a tia, o melhor desenhista de todos!

Ao ouvir isso, Seven assentiu com força, o rosto cheio de concordância.

Isabela, no entanto, mal conseguia conter o riso.

Quem conhecia Estela sabia que ela não tinha o menor talento para o desenho; suas criações eram um desastre.

Ela segurou a risada e afagou a cabeça de Seven.

— Sim, Seven, no futuro você vai desenhar melhor que a tia.

No dia seguinte, ao meio-dia.

Isabela entrou no hospital segurando uma sacola com comida quente, de mãos dadas com Seven.

Na porta do quarto, encontraram Amado, que estava saindo.

Ao vê-los, ele acenou brevemente com a cabeça.

— Chegaram.

— Sim. — Isabela respondeu, e Seven, ao seu lado, ergueu o rosto e disse, educado e dócil:

— Olá, tio!

— Olá. — Amado respondeu com gentileza, dando passagem para que entrassem.

No quarto, Tiago estava recostado na cama, trabalhando.

O notebook estava em seu colo, e seus dedos se moviam rapidamente pelo teclado.

Seven avistou a tela, soltou a mão de Isabela e correu para a beira da cama, dizendo animadamente:

— Sr. Nunes, eu e a mamãe trouxemos comida para você!

— Mamãe, quero dormir...

Isabela, que estava respondendo a um e-mail, largou o celular imediatamente.

Ela se aproximou, pegou-o no colo e deu leves tapinhas em suas costas, a voz suave como água.

— Durma, a mamãe está aqui.

Dez minutos depois, Seven já dormia profundamente.

Isabela o deitou com cuidado no sofá do quarto, pegou um cobertor fino e o cobriu delicadamente.

Ela se virou, recolheu os restos da comida da mesa, levou o saco de lixo para fora e o jogou na lixeira no final do corredor.

Quando voltou, o quarto estava silencioso, com apenas Tiago e Seven adormecido.

O silêncio era tanto que se podia ouvir a respiração regular do menino.

Isabela parou ao lado da cama, olhando para Tiago, que tinha uma expressão calma, e ficou em silêncio por alguns segundos.

— Tiago, o que aconteceu, aconteceu. Não posso fingir que nada disso ocorreu. Manter as coisas como estão agora é o melhor.

Seu olhar pousou na criança adormecida no sofá, suavizando-se um pouco, e ela acrescentou:

— Claro, não vou impedir que você e o Seven convivam. Se quiser vê-lo ou buscá-lo na escola, pode ir. E eu não quero o Grupo Nunes de volta.

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