Num piscar de olhos, meio mês se passou.
O final do ano se aproximava, e com ele, o dia do casamento de Luciano Pacheco.
Isabela voltou para o país com Seven, acompanhada por um Tiago pegajoso do qual não conseguia se livrar.
Desde que ele se instalara na casa dela com a desculpa de “fazer companhia a Seven”, nunca mais voltou para sua própria residência.
Quando o avião pousou e o grupo chegou em casa, Seven já estava tão sonolento que mal conseguia manter os olhos abertos, dormindo profundamente no colo de Isabela.
Isabela também estava exausta da viagem. Mal se sentou no sofá e suas pálpebras começaram a pesar.
Tiago, em silêncio, levou Seven para o quarto das crianças. Ao retornar à sala, encontrou Isabela cochilando no sofá.
Ele se aproximou na ponta dos pés, pegou-a no colo com cuidado e a levou para o quarto.
Meia hora depois, Tiago saiu do banho, envolto em um vapor fresco, e se deitou na cama.
Ele puxou Isabela, que dormia profundamente, para seus braços e depositou um beijo leve como uma pena em sua testa.
Na manhã seguinte, Isabela foi despertada pela sensação de estar presa.
Suas costas estavam coladas a algo quente, e suas pernas, pesadas, a impediam de se mover.
Ela esticou a mão para trás e tocou um peito firme e quente. Impaciente, ela o empurrou:
— Me solta.
Tiago abriu os olhos, franzindo a testa, a voz ainda rouca de sono:
— Acordou? Dormiu bem?


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