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A Esposa Desaparecida romance Capítulo 585

Após o jantar, Rica pendurou-se em Tiago feito um chiclete.

Ele estava sentado à escrivaninha respondendo e-mails, com a garotinha encolhida em seu colo. Seu pequeno dedo apontava para a tela do computador, enquanto murmurava com voz infantil:

— Trabalhar... com o papai.

Tiago baixou o olhar para a bolinha deitada em suas pernas. Sua voz tornou-se extremamente doce:

— Você quer trabalhar junto com o papai?

Rica acenou vigorosamente com a cabeça. A vozinha doce disse:

— Trabalhar.

Ele se inclinou, depositando um beijo leve em sua testa macia. O sorriso refletia em seus olhos:

— Quer mesmo fazer companhia para o papai?

— Quero.

Rica agarrou a borda de sua camisa e assentiu enfaticamente.

Uma risada baixa escapou da garganta de Tiago e ele aceitou de imediato:

— Está bem.

Ao lado, Isabela, que trabalhava em seus desenhos no computador, levantou os olhos ao ouvir a conversa. Olhou para o pai e a filha: um adorava mimar, a outra adorava ser mimada. Seus lábios se curvaram em um sorriso e ela simplesmente os deixou em paz.

Quando o trabalho de Tiago estava quase no fim, Isabela entrou em silêncio no escritório. Retirou a grudada Rica de cima dele e a pegou nos braços, planejando dar banho nela.

Ao passar pelo quarto de hóspedes, empurrou a porta de leve para dar uma olhada em Seven. O menino já havia tomado banho e estava sentado quieto à escrivaninha, lendo um livro.

Rica estava deitada no peito de Isabela, com a cabecinha roçando na curva do pescoço dela, e murmurou suavemente:

— Dormir com o irmão.

Isabela se abaixou para beijar sua bochecha, consolando com ternura:

— O seu irmão precisa dormir cedo. Se a Rica não dormir, vai atrapalhar o descanso dele.

Rica murmurou um "uhum", parecendo ter entendido, embora não muito. Inclinou a cabeça de lado e continuou a resmungar, embolando as palavras:

— Então... o papai lê hitória.

Isabela ouviu aquela pronúncia errada e adorável, não contendo o riso. Bateu de leve na pontinha do nariz dela com o dedo.

Vinte minutos depois, Rica já estava vestida com um pijaminha branco de duas peças, de mangas curtas. Com o cabelo seco e macio, suas perninhas curtas corriam novamente em direção ao escritório.

Ao erguer o olhar e ver aquela figura pequenina parecendo uma boneca, o sorriso nos lábios de Tiago brotou naturalmente.

Rica ergueu o rosto e disse com a voz infantil:

Imediatamente Rica franziu suas sobrancelhas e, fazendo bico, puxou a manga da camisa de Tiago e exclamou injustiçada:

— Papai!

Tiago baixou o olhar para o risco de tinta na mãozinha. Esfregando suavemente com a ponta dos dedos, ele a consolou:

— Não foi nada, sai tudo quando a gente for lavar.

Isabela tomou seu banho e foi direto para o quarto de Seven. Ouviu-o tagarelar sobre coisas divertidas que haviam acontecido na escola. Papo vai, papo vem, e ela acabou encostada na cabeceira da cama, adormecendo ao lado dele.

Tiago colocou Rica para dormir na cama. Com passos silenciosos, foi até a porta do quarto de Seven, entrou e curvou-se para levantar Isabela nos braços.

Entre o sono e a vigília, Isabela sentiu o cheiro familiar de cedro. A voz estava um pouco rouca, de quem acaba de acordar:

— A Rica dormiu?

— Sim, dormiu profundamente.

Tiago abaixou a cabeça e deu um selinho suave nos lábios dela. O hálito quente acariciou o canto da sua boca.

Ele continuou caminhando com ela nos braços, mas não em direção ao quarto principal, e sim ao quarto de hóspedes.

Isabela olhou de relance para o quarto e brincou, meio rindo:

— Que foi? Não quer mais saber da sua filha?

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