Lucas, em um momento raro, não se irritou.
— Espera.
Letícia olhou para ele com desconfiança.
— Lucas, o que mais você quer?
— Srta. Letícia, por que tanta tensão?
Lucas abriu um sorriso enigmático, tirou um pingente de proteção do bolso e colocou-o nas mãos de Clarinha.
— A menina não está mal de saúde? Desejo que melhore logo.
Letícia: "..."
Ela sentiu que havia uma intenção oculta em Lucas.
A pior coisa no mundo era aquele canalha fingindo agir com bons modos, sem deixar falhas.
Ela agarrou a criança em silêncio e foi embora ao lado de Julia.
Lucas brincou com o celular em mãos.
Se a criança realmente fosse de Letícia, não deixaria de ter alguma pista por aí.
Ele já achava que o comportamento de Julia estava esquisito há algum tempo.
Minutos antes, quando Clarinha a chamou de mãe, ela mesma não deve ter notado quão pálida ficou.
Assim que elas se afastaram, Clarice se pronunciou: — Lucas, Sra. Helena, a amiga da Julia parece ter interpretado mal a relação deles. Se eu encontrasse uma oportunidade de...
— Clarice, não se envolva nisso. No momento, cuidar da sua saúde é a prioridade número um.
— E não seja imprudente. Ontem você quase matou o seu tio e a mim de susto.
Dona Helena temeu que Lucas se irritasse e, não querendo continuar no assunto Julia, mudou a direção da conversa.
Lucas enviou uma mensagem a Gabriel Santos.
[Descubra tudo o que puder sobre a filha da Letícia.]
Gabriel Santos: [?]
Gabriel Santos: [O que foi agora, majestade? Você não tinha dito que não ligava?]
Lucas: [Agora, de repente, deu vontade de ligar. Você vai investigar ou não?]
Gabriel Santos quase revirou os olhos ao ler a mensagem.
Se eles não tivessem crescido juntos, Lucas com certeza levaria um par de socos; ninguém de bem pedia um favor nesse tom.

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