— Entrada proibida.
— Por favor, avise o Sr. Ramos que nós...
O segurança respondeu mecanicamente: — Entrada proibida.
Essa resposta foi mais alta do que a anterior, chamando imediatamente a atenção da figura ajoelhada lá dentro.
Ao nos ver, um brilho assassino apareceu nos olhos opacos do Thiago, e então ele se levantou lentamente, caminhando na nossa direção.
Mas parou a dois passos de nós, em frente ao suporte de espadas samurai.
— Vocês ainda ousam vir aqui?
O tom rouco e sombrio fez o meu coração tremer.
Tinha intenção assassina.
Gabriel também percebeu isso e imediatamente deu um passo à frente, explicando: — Sr. Ramos, não aja por impulso. Lamentamos muito que isso tenha acontecido, mas os departamentos relevantes já iniciaram a investigação, com certeza...
— É mesmo? E daí a investigação? — Thiago interrompeu Gabriel, com um desespero evidente no tom. — A minha Estela nunca mais vai voltar... e é por causa de vocês, médicos incompetentes.
Ouviu-se o som de algo sendo desembainhado, e quando eu e o Gabriel fomos pegos de surpresa, o Thiago tirou a espada samurai da frente dele e a enfiou diretamente na nossa direção.
Ao ver isso, dei um passo à frente, bloqueando o Gabriel. A lâmina afiada da espada parou a apenas um centímetro da minha garganta, e eu senti o frio do metal na pele.
Eu segurei a respiração, o coração batendo forte, e ouvi o Thiago dizer friamente: — Vocês apareceram aqui sem permissão. Eu posso muito bem acusar vocês de invasão domiciliar.
Ele sacudiu a lâmina depois de falar. Eu sabia que, se ele desse mais um passo, a lâmina perfuraria a minha garganta.
— Eu sei que o Sr. Ramos não faria isso — eu fingi calma, olhei para o retrato da Dona Estela e afirmei: — Você ama tanto a Dona Estela que não faria algo que a deixasse triste.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa Que Ele Nunca Mostrou