Os olhos do homem se fixaram na silhueta caída. Seu olhar escuro permanecia apático, como sempre.
Naquele momento, quase todos os olhares se voltaram para Helena.
Helena era a irmã mais velha de Beatriz.
Assustada e pálida, ela correu imediatamente em direção a Beatriz.
Antes que ela chegasse, Gabriel se adiantou e pegou Beatriz no colo.
Beatriz ouvia barulhos, sentia o corpo mole e a dor abdominal a deixava quase inconsciente.
Ela apertou as mãos com força para aliviar a dor. Nos ouvidos, ouvia a voz preocupada de Gabriel.
No instante em que Gabriel a levou nos braços, ela ergueu os olhos e cruzou o olhar com Arthur.
De longe, os olhos dele carregavam apenas um vazio e indiferença.
Beatriz fechou os olhos, bloqueando a visão.
O seu marido era amável e próximo com todos, mas com ela, era apenas apático.
Mesmo que ela estivesse prestes a morrer.
Helena viu a cena e tentou ir atrás.
Gabriel, com a expressão fria, disse: — Srta. Helena, por favor, volte.
Ele sabia que Beatriz não gostava de Helena. Por que permitiria que ela fosse atrás para causar problemas?
Arthur se aproximou e impediu Helena de segui-los.
Helena mordeu o lábio inferior, com os olhos cheios de preocupação: — Ela parece estar doente. É grave. O que aconteceu? Ela sempre foi tão saudável...
Gabriel olhou para Arthur: — Sr. Valente, não vem junto?
Ele ouviu Beatriz falar sobre divórcio, mas eles ainda não estavam separados.
Como marido, como ele podia ficar de braços cruzados daquele jeito?
Arthur olhou para Gabriel.
Os dedos de Helena pousaram levemente no abdômen. Suas mãos tremiam um pouco.
Ela também estava com medo, pânico, e precisava de companhia.
Ela levantou o rosto para olhar para ele: — Arthur, eu estou bem, sério... A minha irmã está sozinha agora, é muito triste.
Quanto mais cautelosa ela parecia, mais inspirava compaixão, principalmente por estar grávida.
Por isso, ela tomou a iniciativa de engolir toda a mágoa.
— Vá. Eu posso esperar. Eu sei me cuidar.
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