Beatriz achou aquilo cômico.
Talvez, na presença dos outros, Arthur estivesse disposto a manter um pouco de decência.
Helena se aproximou e suavizou a situação: — Tudo bem, Hugo. Estou bem. O seu irmão está certo, seja mais respeitoso com a sua cunhada.
Hugo fez uma careta, mas devido à presença de Arthur, ele abaixou a voz e disparou: — Casamentos roubados nunca dão certo.
Beatriz não olhou mais para eles e entrou.
Helena levantou os olhos, espiou Arthur discretamente e prestou atenção a cada mudança em seu rosto.
Ela apertou os lábios, fingindo consideração: — Arthur, parece que a minha irmã está brava. Por que não tenta acalmá-la esta noite?
— Você não precisa ir lá em casa hoje. Ontem você foi tão tarde. Deu tanto trabalho. Eu não preciso de cuidados.
Beatriz ouviu, sentindo um arrepio no corpo, mas continuou andando.
Então Arthur foi até a casa de Helena com a mala ontem à noite.
Pelo visto, ele não havia voltado para casa por estar preocupado, mas apenas para pegar as roupas.
Tudo o que fez foi perguntar sobre a sua saúde e se ofereceu para levá-la ao hospital, por pena, educação e bons modos.
Ela por um momento teve a ilusão de que ele tinha ido para casa porque a tinha visto desmaiar.
Hugo riu com desprezo:
— Acalmar para quê? Ela vive às custas da família Valente há anos, gasta o dinheiro do meu irmão, diz que trabalha, mas não fez nada e finge ser muito nobre.
— É a clássica história de quem ganha vantagem e ainda se faz de boa. Por que ela nunca se esforçou antes?
Ele observou as costas de Beatriz saindo com determinação, erguendo a voz, com medo de que ela não escutasse: — Eu acho que ela só veio para aparecer. Deve ter ouvido que o meu irmão viria, e por isso pediu para que o Gabriel a trouxesse.
— Uma reles assistente, o que é que ela poderia fazer de útil?
Todas essas palavras duras chegaram aos ouvidos de Beatriz.
Ela continuou andando, mas com as costas travadas.
Desde que Helena retornara à família, Beatriz já estava exausta do tratamento diferenciado e óbvio.
Helena falou de forma dócil: — Hugo, ela teve um trabalho muito difícil administrando a casa ao longo dos anos.
Hugo suspirou com frieza: — Cunhada, você tem o coração mole. Ela tomou o seu lugar por anos, e só você seria capaz de elogiá-la.
Helena notou que Arthur continuava sem qualquer expressão.
Ela mudou de assunto e disse obediente: — Arthur, vamos entrar.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão