Beatriz falava sobre o avanço atual da pesquisa, os problemas com a tecnologia e os ajustes nas atualizações do plano.
Quando chegou nos pontos focais do projeto de pesquisa, ela cruzou os olhos em Helena sem expressar reações, o timbre sem abalar soou: — Membros operacionais menores que a classificação de segurança não devem entrar aqui agora, liberem a sala.
Helena apertou a expressão, firmando o chão ela levantou do nada num som sem vontade aceitando o desaforo.
— As folhas do meu currículo compõem no tecnológico também. O porquê eu fico nas laterais da roda da companhia?
— O pessoal domina nos pensamentos pra botar pedras nas rodagens, é isso Diretora Nogueira? Contas e brigas de vida são para lá. O corporativo é fora de fofoca.
Em voz de todos na mesa, as contrariedades que se pautavam ali abriam os espaços pra problemas nela mesma.
Os olhares na roda entrelaçaram-se em constrangimento pelo silêncio, deixando a sala num gelo.
Um comentário abafado soou: — Realmente, os certificados que ela obteve e os talentos no quadro são o suficiente pra entrar na pesquisa de fato, não acha...
— Põe dúvidas no coração, de botar pessoas sem o porte todo deixando as cabeças brilhantes lá embaixo limpando lixo e sobras da papelada. Tem razões né...
Num passo cauteloso em meio às perguntas voltaram-se a Beatriz com um pé atrás: — Diretora Nogueira, os bastidores rodam. Tem algo com os talentos e os focos de Helena ser demais na visão do Sr. Valente e com isso uma rejeição vem à tona. Será que as repressões têm algo com o risco dos ganhos que iam passar pelos seus e, no caso, evitar o perigo é esconder as chaves dela?
Tudo fluía e ouvia de perto, e no que era levado aos ouvidos trazia veneno com o ódio claro ali no tom dos próprios comentários enviesados.
Sem recusa nisso, os talentos listados a fundo na bagagem de Helena se passavam sem precedentes. Os canudos fora da nação e as áreas todas estavam longe nas métricas de mercado do que ela mesmo passou na sua.
Mas o que se carrega no intelecto entra por vias diferentes das vontades dentro de quem você se vê.
Ela botava os pés sem ver. No alto ego que ela se criava as rendas vinham pelo luxo sem suor pro cargo de chãos e raízes que sustentavam o trabalho para focar num salto milagroso indo direto à cereja do bolo pra catar os triunfos já práticos.
Beatriz sempre abdicava das disputas nas questões morais que tivessem o pessoal para diminuir pessoas. O corporativo ia acima com os princípios morais a jogo de cara na reta.
— Ok.
Beatriz apenas repousou a caneta sobre a mesa com calma. Encostando as costas na poltrona do local que tava. Passando nos rostos e lendo todos na calma habitual dela de sempre, com seus olhares no meio do ambiente.
— Para todos nesta sala que pretendem defender a Srta. Nogueira, sintam-se à vontade para sair com ela.
Os barulhos da ferramenta caindo nem abalaram, batendo numa rocha ao longe caindo nas poeiras num medo escondido. Naquele ambiente o breu se acalmou no último.
O papel da chefia do controle do cargo foi puxando o limite de liderança a tona por um momento.
Ninguém bate de frente indo nos ventos que voam por uma novata da empresa nas vagas do cargo pondo pratos do amanhã deles próprios na jogada.
O talento de Beatriz, os passos ao longo da pesquisa, os resultados alcançados pelo esforço com suor no poder e ação na Seraphina Biotech eram claros de vista e conhecidos a todo mundo ali.
E se botasse penas ao lado lá no fundo o máximo se dizia sem alardes no privado das vidas num lado do muro, só ninguém botaria de cabeça as mãos nos panos num time para apanhar sem rumos na vida.
Segundos passaram. Helena soltou um som baixo numa provocação que saiu dos seus dentes puxando os bicos num ódio na rejeição por rir lá pra dentro.
— Tá.

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